segunda-feira, 18 de março de 2013

Cenário Semanal (18/03/13)



BOLSA  
O Ibovespa prosseguiu na realização de lucros de curto prazo praticamente anulando o movimento de alta súbita ocorrido entre os dias 06 e 07 de março. O índice não tem conseguido se aproximar de forma consistente do patamar dos 60.000 pontos mesmo com a melhora da situação da economia americana. O mercado colocou maior peso nas notícias que chegam da Europa durante os últimos dias, principalmente com relação à ilha de Chipre, por menor que seja sua participação no PIB do bloco europeu. Encerrado o movimento de baixa até próximo dos 56.000 pontos o Ibovespa deve seguir nos próximos pregões lateralmente até que novos dados de inflação e reaquecimento da atividade industrial sejam conhecidos.
CÂMBIO
As projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 seguem em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa Focus. Para o final de 2014, a mediana caiu de R$ 2,06 para R$ 2,05. O mercado financeiro reduziu ainda a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 de R$ 2,00 para R$ 1,99. Para 2014, a projeção foi mantida em R$ 2,05.
JUROS
O mercado projeta manutenção do juro básico na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, e alta da taxa básica a partir de maio. A mediana das estimativas para o quinto mês de 2013 subiu de 7,25% para 7,50% ao ano, alta de 0,25 ponto percentual. Para janeiro de 2014, a previsão subiu de 8,00% ao ano para 8,50% ao ano.
PIB
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,10% para 3,03%, na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50% e avanço industrial de 4,00%, acima dos 3,75% da pesquisa anterior. Um mês atrás, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,00% para 2013 e de 3,50% em 2014 para o setor. Os analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 de 34,30% para 34,10%. Para 2014, a projeção seguiu em 33,20%.
INFLAÇÃO
A pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira indica queda na previsão do mercado para a inflação na média das estimativas para 2013. De acordo com o levantamento, a média das estimativas para o IPCA em 2013 passou de 5,86% para 5,79%. Para 2014, se mantém em 5,61%. Para 2015, subiu de 5,25% para 5,27%. Para 2016, de 5,12% para 5,13%.
CHIPRE
A preocupação com a crise das dívidas na zona do euro voltou à discussão, após o resgate financeiro ao Chipre (pacote de € 10 bilhões à ilha). O fato inédito é um imposto sobre depósitos para os correntistas. O imposto que deve resultar numa arrecadação extra de € 5,8 bilhões, já foi congelado nas contas e será coletado de uma única vez assim que o parlamento aprovar a medida.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Petrobras colabora e carteiras de ações reagem




Depois de fechar o primeiro bimestre com retornos negativos ou de lado, os fundos de ações abriram março com um retrato bem mais positivo. Passaram de apenas uma categoria no azul no acumulado de fevereiro para somente uma no vermelho em março até o dia 8. Ainda não foi suficiente para compensar as perdas no ano. Apenas os fundos de ações livre, em que o gestor não se prende a índices, com 1,57%, superam em 2013 o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), referência para aplicações conservadoras. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O desempenho dos fundos de ações neste ano revela o impacto que as empresas de commodities - especialmente Petrobras - ainda têm sobre os fundos de ações, ainda que os gestores defendam uma maior perspectiva de valorização das companhias ligadas ao cenário doméstico. Enquanto os papéis ordinários (ON, com direito a voto) da Petrobras caíam 25,88%, até fevereiro, a média dos retornos dos fundos de ações foi sofrível. A virada se deu com a recuperação recente das ações da estatal - alta de 16,91% em março até o dia 12.

Apenas os fundos "small caps", que investem em papéis de menor liquidez, ficaram no negativo no período. Os maiores ganhos em março são das carteiras setoriais, com 3,34%, muitas concentradas em Petrobras. É delas também, entretanto, a maior queda no ano, de 6,28%. Apesar do suspiro recente, Petrobras ON ainda acumula perda de 13,35% no ano até o dia 12.

As ações da Petrobras ganharam valor diante do anúncio de um ajuste de 5% no preço do diesel. Com a notícia, o Ibovespa subiu 3,56%, maior valorização num dia desde julho do ano passado. "O ponto é se a alta é consistente ou de curto prazo", diz Francisco Meirelles, gestor da Nest Investimentos. "Estamos cautelosos, continuamos não gostando muito da história do papel", completa.

À alta da Petrobras se somou a valorização das empresas de Eike Batista, depois da parceria com o BTG Pactual. Esta, no entanto, fortemente revertida esta semana, depois do rebaixamento da recomendação por várias corretoras. Meirelles não acredita que papéis de commodities passem a caminhar melhor do que as demais empresas do Ibovespa. "O que aconteceu foi algo mais pontual. Não há muitos dados para indicar que vai se sustentar ao longo do ano", diz. Nos fundos da Nest, Meirelles continua posicionado no cenário doméstico. É o caso dos shopping centers, em que a proteção contra inflação é considerada um trunfo.

Na renda fixa, os fundos indexados à inflação, no negativo em fevereiro, ganharam 0,29% até o dia 8. Essas carteiras estão recheadas de NTN-Bs, títulos que pagam uma taxa real prefixada. Elas ficaram no positivo mesmo com o avanço da aposta em uma alta dos juros, seja pela força da inflação, seja pelo discurso do Banco Central (BC).

Para José Carlos Carvalho, sócio da Paineiras Investimentos, o BC já deve começar a elevar os juros na próxima reunião, em abril. Ele considera, entretanto, que a maior parte do movimento já foi incorporada às expectativas. Assim, não haveria muito espaço para fortes prejuízos às NTN-Bs. No máximo alguns sustos, como o que pode ocorrer se o tom da ata do Copom, divulgada hoje, pender para o aperto monetário. Carvalho já está de olho em nova oportunidade de ganhar com esses títulos. Ele estima que isso pode acontecer quando o mercado passar a enxergar um cenário de queda da inflação: "Não sei quando vai começar, talvez no fim do segundo trimestre".

terça-feira, 12 de março de 2013

Reavaliando as Metas Financeiras


O estabelecimento de metas financeiras é uma das questões mais discutidas no âmbito das finanças pessoais. Observa-se, porém, que mesmo entre as pessoas de maior poder aquisitivo, essa preocupação atinge apenas uma pequena parcela delas.

Nunca é demais insistir sobre a importância da definição de metas financeiras, não somente para atingir objetivos pré-estabelecidos, mas também como forma de impor um maior disciplinamento na gestão dos recursos próprios. O objetivo deste texto, entretanto, não é explorar a importância desta definição de metas, mas a conscientização quanto à necessidade de flexibilizá-las e reavaliá-las periodicamente.

Essa contínua reavaliação pode ser analisada a partir das três varáveis associadas ao estabelecimento de metas: objetivos a serem perseguidos, capacidade mensal de poupança e rentabilidade gerada pelos recursos acumulados.

No que se refere aos objetivos, é importante destacar que os mesmos tendem a se alterar ao longo da vida das pessoas.  No início da vida profissional, normalmente, o primeiro objetivo está associado à compra de um automóvel, e depois vai evoluindo para a aquisição da casa própria e, muitas vezes para o imóvel de lazer. Após muitas conquistas, observa-se que muitos profissionais perigosamente se “desligam” de suas metas, achando que sua vida profissional é eterna. Normalmente isto ocorre numa fase de elevado padrão de custos, até mesmo como conseqüência dos bens materiais adquiridos.

A consciência da aproximação da aposentadoria (e de que, portanto, a vida profissional é finita) e a preocupação em manter o padrão de vida após o encerramento da carreira, levam a tentativas de elevações  bruscas das metas, com o objetivo de “tirar o atraso”.

Quanto à poupança mensal, já foi destacado em artigos anteriores, a importância de se manter um adequado controle das despesas, até porque a receita é mais “transparente”. Na realidade, a maior parte das pessoas “acha” que gasta muito menos do que realmente gasta.

Nesse contexto, vale destacar que a poupança tende também a se alterar porque não somente a receita muda, mas também a despesa ao longo do ciclo de vida. Assim, é normal que profissionais vão evoluindo na carreira, atingindo níveis crescentes de remuneração até alcançar o “pico” ao redor dos 40/45 anos, estabilizando-se a partir daí. No Brasil, embora em escala cada vez menor, verifica-se que muitos profissionais ficaram caros e tiveram que se adaptar a reduções do nível de renda, principalmente aqueles alocados em setores mais expostos à concorrência internacional.

Da mesma forma, do lado das despesas, sua estrutura também tende a se alterar ao longo da vida, quando normalmente ocorre casamento, nascimento dos filhos, educação dos mesmos e até a aquisição de novos bens  (automóveis e imóveis) que elevam o nível da despesa.

O terceiro elemento deste tripé, a rentabilidade dos recursos acumulados, é o caso mais flagrante da situação recente da economia brasileira. As taxas reais de juros caíram de cerca de 6% ao ano ( chegaram a mais de 10% a.a. no início dos anos noventa) para cerca de 1% a.a., com forte impactos sobre a rentabilidade dos ativos de baixo risco. Isto afetou decisivamente os poupadores em situação de pré-aposentadoria que imaginavam obter rendimentos de cerca de 0,5% ao mês para custear a nova etapa da vida. Estas pessoas tiveram que reavaliar substancialmente suas metas: ou trabalham mais tempo para acumular mais recursos, ou passam a correr riscos com suas reservas acumuladas em busca dos 0,5% a.m., ou reduzem seu padrão futuro de vida.

Todo esse conjunto de fatores parece ser suficiente para mostrar a necessidade de se reavaliar periodicamente as metas financeiras. Nesse contexto, algumas questões devem sempre ser observadas pelos investidores:

a) Nunca fixar metas irrealistas, pois levam à frustração e podem comprometer até mesmo o salutar hábito da poupança.

b) Quanto mais cedo começar a estabelecer metas, melhores serão os resultados.

c) Não se “acomodar” em períodos de remuneração mais elevada e de muitas conquistas materiais; a vida profissional, alem de ter “prazo de validade”, pode ser muito volátil.

d) Lembrar o que estabelece a teoria econômica: o consumo tende a aumentar com a elevação do nível de renda, mas a relação não é a mesma quando a renda cai; tentativas de manter o padrão de vida dificultam a queda do consumo.

Imposto de renda em ação


Ao contrário da declaração de ajuste anual de Imposto de Renda (IR), que fica a cada edição mais automatizada e, dentro do possível, simples, a vida tributária do investidor de renda variável não tem se tornado mais fácil. Desde o crescimento da participação de pessoas físicas na bolsa de valores, com a chegada do "home broker", sistema de negociação via internet, no fim dos anos 90, o processo é o mesmo. Ou seja, totalmente manual.

O próprio investidor em bolsa é o responsável por fazer o controle das operações, apurar o ganho ou prejuízo e recolher o IR em todos os meses nos quais tiver variação positiva de capital. Por isso, não é raro haver contradições de informações e atrasos entre aplicadores, principalmente aqueles com pouca experiência.

Todos os anos, de março a abril, o acerto de contas com o Leão volta a ocupar o topo da lista de obrigações de grande parte da população. Neste ano, nada menos que 26 milhões de declarações serão enviadas à Receita Federal, de acordo com as estimativas do órgão. A exigência e a periodicidade desse compromisso fiscal, no entanto, podem confundir os novatos da renda variável. "É comum o investidor iniciante que opera sozinho descobrir só no ano seguinte, quando vai fazer a declaração, que deveria ter feito o recolhimento do IR antes da declaração", afirma Roberto Justo, sócio do escritório de advocacia especializado em tributação Choaib, Paiva e Justo.

Esse atraso pode custar caro, principalmente em tempos de juros básicos de um dígito. A mordida da Receita Federal pode se tornar uma espécie de fiel da balança para definir se haverá ganhos ou perdas nas aplicações. O recolhimento fora do prazo significa multa diária de 0,33%, limitada a 20%, mais a variação acumulada da Selic sobre o valor do IR devido.

Desse modo, se o investidor descobrir só agora, na declaração anual, que deveria ter feito o recolhimento, teria de pagar 27,13%, ou seja, 20% de multa acrescida de 7,13% dos juros da Selic até 8 de março sobre o imposto devido. Essa despesa extra equivaleria a 4% do retorno total, além dos 15% de Imposto de Renda que já deveriam ter sido pagos. Sobre uma rentabilidade da carteira de 10% anual, líquida de IR, a diferença significaria não só perder todo o ganho real obtido, mas entrar no terreno do juro negativo, se for considerada a inflação de 6,31% em 12 meses até fevereiro.

Quem investe em renda variável tem de recolher o imposto até o último dia útil do mês seguinte à apuração de ganhos. E não junto com a declaração anual. O pagamento do IR, de 15% para operações tradicionais e de 20% para o "day trade", quando o negócio ocorre em um mesmo dia, é feito por meio de uma Darf, guia de recolhimento específica, que pode ser obtida on line no site da Receita ou gerada pelo programa Siscalc, obtido gratuitamente no portal do órgão federal.

Na declaração anual, o investidor vai preencher uma espécie de relatório sobre a movimentação no ano-base. Dividendos, por exemplo, entram na categoria "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis". Já os ganhos líquidos das operações e os valores recebidos na forma de juros sobre capital próprio (JCP) são declarados como "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva".

O contribuinte deve ainda preencher um anexo específico, o "Demonstrativo de Apuração dos Ganhos em Renda Variável", no qual detalha o resultado das transações, discriminadas por mês, tipo de operação (comum ou day trade) e segmento (à vista, de opções, futuro e a termo). Ações em carteira e as posições em contratos de opções, a termo e futuro existentes no dia 31 de dezembro são declarados como "Bens e Direitos". Nessas fichas devem também ser informados os valores de aquisição de cada lote e contrato.

Em uma situação extrema, se a Receita considerar um caso de sonegação, o prejuízo será certo. Isso porque a penalidade mínima a ser aplicada é de 75% sobre o ganho total e não apenas em relação ao imposto devido. "A punição pode ser agravada para 150% se ficar comprovada a sonegação ou uma fraude", afirma Eliana Lopes, coordenadora de IR da consultoria especializada em tributação H&R Block. Além disso, continuam a valer a multa sobre o valor devido e a correção pela Selic.

E não há como escapar: a Receita Federal faz o controle de todas as operações na renda variável por meio de um IR simbólico retido na fonte pela corretora. Para o mercado à vista, há alíquota de 0,005%. No day trade, de 1%.

Se existe confusão em relação ao período de recolhimento, as regras complexas para a apuração dos ganhos com a renda variável podem abrir brechas para outros tipos de erros. A isenção de IR para negócios de até R$ 20 mil no mês, por exemplo, só existe nas operações à vista.

Para o diretor executivo da corretora Icap, Paulo Levy, a regra da isenção exemplifica como o aplicador se arrisca a perder dinheiro quando não recebe orientação devida sobre o IR. Segundo ele, deixar de pagar imposto sobre operações à vista de até R$ 20 mil no mês é uma grande vantagem fiscal para o pequeno investidor. "Sempre orientamos os clientes - e 90% se enquadram nesse volume financeiro - que, se a pessoa quiser vender mais de R$ 20 mil, deve fazê-lo em dois meses, para manter o benefício."

Operações nos segmentos de opções, a termo, futuro e aluguel de ações também não contam com esse benefício e pagam imposto sobre ganhos de qualquer valor. "A isenção é bem específica, voltada para compra e venda de ações. Sobre o day trade, mesmo no mercado à vista, não se aplica o benefício", diz Eliana, da H&R Block.

O investidor tem de ficar atento também às regras das demais modalidades da renda variável. Os Exchange Traded Funds (ETFs), fundos de índice com cotas negociadas na bolsa, também não contam com isenção de IR até R$ 20 mil. A alíquota para esse gênero é a mesma dos ganhos no mercado acionário.

No caso dos fundos imobiliários, embora o rendimento esteja isento, quando há venda de cotas com ganho de capital, existe a incidência de IR, com alíquota de 20%. Nessa situação, entretanto, o recolhimento ocorre na fonte.

No aluguel de ações, a rentabilidade apurada pelo doador, ou seja, de quem empresta os papéis, está sujeita à tributação de acordo com a tabela regressiva da renda fixa, que começa em 22,5% para operações de seis meses ou menos, até 15%, em prazos superiores a dois anos. O tomador, por sua vez, paga o IR com as mesmas alíquotas dos demais mercados, como as opções.

Um benefício que pode causar confusão é a possibilidade de se compensar os prejuízos de um mês no período seguinte. "O problema é que, por falta de informação, o contribuinte pode esquecer de fazer a compensação e pagar imposto a mais", diz Roberto Justo, do escritório Choaib, Paiva e Justo. Neste caso, o aplicador não pode compensar a perda acumulada por meio da declaração anual. "Existe um mecanismo próprio. O contribuinte tem um crédito fiscal, corrigido pela Selic, e pode fazer um pedido de restituição desse imposto pago a mais no próprio site da Receita", explica Eliana, da consultoria H&B.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Variações na rentabilidade dos Fundos de Inflação

Registrando queda de 1% no mês de fevereiro, depois de um janeiro também ruim, os investidores estão questionando o desempenho dos fundos da categoria Renda Fixa Índice ou fundos de inflação. Entenda por que estes fundos podem apresentar rentabilidades negativas em alguns momentos.

Estes fundos possuem em suas carteiras NTN-Bs, Títulos Públicos Federais, emitidos pelo Tesouro, atrelados ao índice de preço IPCA e que pagam juros prefixados. O IPCA é o índice que serve como base para o sistema de metas inflacionárias do Banco Central.

Apesar de acompanhar a variação do índice, a indexação não é perfeita, devido ao componente prefixado que é sensível à oscilação da taxa de juros. Como esta taxa pode se alterar durante o prazo de vigência do título, a rentabilidade destes pode se afastar da variação do índice e este efeito é maior quanto maior for o prazo do título. A relação entre o preço de título e taxa é inversamente proporcional, ou seja, quando a taxa sobe o preço cai (e vice-versa). Somente funcionará como proteção contra inflação se carregado (a taxa se manter a mesma?) até o vencimento.

O comportamento de curto prazo de fundos de inflação é diferente dos fundos de renda fixa tradicionais, mais procurados por investidores conservadores. Em 2012, a rentabilidade alcançada por esta categoria de fundos foi o grande destaque e fez a alegria dos investidores. Muitos renderam mais de 18% (o BNP Paribas Inflação rendeu 27,34%), em razão da forte queda da taxa Selic (taxa básica de juros) de 11% para 7,25% ao ano.

Mesmo após ter atingido seu piso histórico em outubro, movimentos de mercado continuaram valorizando as NTN-Bs, porém, em janeiro, a maior preocupação com a inflação no curto prazo, sinalizada na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária), resultou num movimento de realização de lucros de parte dos investidores, com a venda de NTN-B e um movimento de correção de preços nos títulos, especialmente aqueles com vencimentos mais longos, resultando na redução da rentabilidade dos fundos.

Após a divulgação da ata, o mercado passou a exigir um prêmio maior para adquirir títulos públicos prefixados e indexados, expressando a preocupação dos investidores em aumentar sua exposição num momento em que o Governo comunica que os juros não mais cairão e, assim, a trajetória para o preço destes papéis diminuem a perspectiva de ganhos. A piora na avaliação do risco inflacionário também contribui para a mudança de expectativas e alguns agentes no mercado já contam com um possível aumento da taxa Selic.

É natural os fundos de inflação apresentarem rentabilidades negativas em determinados meses, por isso, não é recomendado avaliar os retornos em janelas inferiores a 12 meses. Fundo de inflação não é fundo de renda fixa tradicional, sem volatilidade. Porém, em janelas de 12 meses, muito provavelmente seu dinheiro será corrigido pelo IPCA e terá ganho real.

Mesmo com a mudança da trajetória dos juros e a maior incerteza quanto à inflação, e consequentemente sobre o juro real, estes fundos continuam como uma boa opção de investimento para quem busca liquidez e proteção contra inflação no longo prazo.

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A diferença entre poupar e investir


Prezado Leitor, em poucas palavras e em se tratando de finanças, poupar é gastar menos do que se ganha e investir é buscar rentabilizar os recursos poupados, é ganhar dinheiro com o dinheiro. Só acumula patrimônio e conquista sonhos financeiros quem poupa- e só a partir daí é possível fazer investimentos.

Para poupar, basta gastar menos do que se ganha, a fórmula é simples. Difícil é colocá-la em prática, especialmente no Brasil, onde culturalmente não temos este hábito. É necessário abrir mão de um consumo no momento, para usufruir algo num futuro que não sabemos ao certo quando e se chegará! No entanto, viver como folhas ao vento não permitirá a conquista da compra da casa própria, da tranquilidade na aposentadoria, de fazer aquela viagem dos sonhos. Por isso, encontrar o equilíbrio entre o consumo e a poupança é um grande desafio, mas é fundamental. Se você incorporar o hábito de gastar menos do que ganha todos os meses e souber investir, ao longo do tempo são grandes as chances de acumular o que precisa para uma aposentadoria confortável, por exemplo.

Existem muitas dicas e técnicas que ensinam a poupar e investir em sites, revistas e livros especializados e recomendo a leitura, mas posso aqui deixar umas dicas que acredito serem bem importantes.

1) Saiba onde você está: para saber qual estrada devemos tomar, precisamos saber onde nos encontramos. Para isso, faça seu controle financeiro. Anote tudo o que você ganha e gasta, desta forma você poderá analisar e conhecer para onde vai seu dinheiro e corrigir excessos para conseguir poupar. Sugiro fazer isso em planilhas eletrônicas porque facilitam o trabalho e a análise futura, mas pode ser usado papel e caneta também, o importante é conhecer a situação real.

2) Poupe: Se o orçamento está apertado você tem duas alternativas: corte os excessos ou ganhe mais. Pode parecer duro, mas é possível. Reflita se vale a pena você trabalhar mais ou se é melhor cortar desperdícios. Outra dica bacana e muito difundida ensina a poupar 10% do que se ganha tão logo se receba, é o "pague-se primeiro". Primeiro você vai reservar o dinheiro para os sonhos e objetivos e o restante para as despesas do dia a dia. No começo é sofrido, mas com o passar do tempo o orçamento se adapta aos 90% restantes e daí por diante vira hábito.

3) Trace objetivos de curto, médio e longo prazos, desta forma você terá metas para perseguir. Veja quanto você precisa poupar para cada um dos objetivos.

4) Invista de acordo com o prazo. Para os objetivos de curto prazo, busque investimentos seguros, mesmo que rendam pouco, como caderneta de poupança, CDBs de grandes bancos, títulos públicos do tipo LFTs. Para prazos maiores, pense em ousar mais para rentabilizar mais. Neste sentido, fundos de investimentos multimercados ou de ações podem ser opções interessantes, pois delega-se a alguém a gestão da carteira de investimentos. Em caso de dúvidas, procure um especialista, afinal não é fácil abrir mão de prazeres momentâneos para usufruir no futuro. Investir errado e colocar em risco este sacrifício seria injusto e cruel.

Enfim, para o sucesso de um planejamento financeiro, tanto poupar quanto investir corretamente são fundamentais. Como tudo começa na capacidade de poupar, fala-se que poupar é mais importante do que investir, pois, sem poupança, não há investimentos, muito menos conquista de sonhos, segurança e tranquilidade.

Cenário Semanal (11/03/13)



BOLSA  
O Ibovespa testou no início da semana passada o patamar de resistência nos 56.000 pontos. O anúncio de reajuste no preço do diesel e a parceria da empresa OGX com o BTG Pactual ajudaram na reversão do Ibovespa que encerrou a semana com uma valorização de 2,7%, a melhor do ano até agora. As medidas anunciadas pelo governo no final da sexta-feira, desonerando a cesta básica, devem contribuir para que alguns setores melhorem suas margens, porém o Índice como um todo não deve ser positivamente afetado. À medida que o 1º trimestre caminha para o final as expectativas do mercado devem se concentrar no resultado das principais empresas e na comparação com o PIB do trimestre equivalente em 2012.
CÂMBIO
As projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 seguem em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa Focus. Quatro semanas antes, estava em R$ 2,03 e pelo comportamento do câmbio na semana passada testando 1,95 um novo piso pode ser formado. Para o fim de 2014, a mediana subiu de R$ 2,05 para R$ 2,06. Para 2014, a projeção passou de R$ 2,04 para R$ 2,05. Há um mês, a pesquisa Focus apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,02 neste ano e R$ 2,05 no próximo.
JUROS
A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2013 subiu de 7,25% para 8,00% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,25% ao ano há 11 semanas. A projeção para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 16 e 17 de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade. Já a projeção para Selic média em 2013 subiu de 7,25% para 7,39% ao ano. Para 2014, a estimativa passou de 8,30% para 8,38% ao ano, ante 8,23% há quatro semanas. As medidas de desoneração da cesta básica devem servir de ferramenta adicional para conter o IPCA nos próximos meses.
PIB
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 avançou de 3,09% para 3,10%, na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão caiu de 3,65% para 3,50%. A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 subiu de 2,86% para 3,00%. Para 2014, os economistas preveem avanço industrial de 3,75%. Em fevereiro a pesquisa apontava estimativa de expansão de 3,10% para 2013 e de 3,70% em 2014 para o setor.
INFLAÇÃO
A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 subiu pela segunda semana seguida, de 5,70% para 5,82%, de acordo com a pesquisa Focus. Para 2014, a projeção segue em 5,50% há 17 semanas. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,62% para 5,51%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,49%. A mediana das estimativas para o IPCA em março de 2013 subiu de 0,43% para 0,45%, acima do 0,40% previsto há um mês. Para abril de 2013, passou de 0,51% para 0,50%.
GRÉCIA
A contração do Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia no 4º trimestre de 2012, em comparação com o mesmo período de 2011, foi revisada para -5,7%, do cálculo de -6,0% anunciado anteriormente, de acordo com informações da agência nacional de estatísticas da Grécia. Os gastos com consumo no país caíram 9,0% na comparação anual, enquanto a formação de capital fixo bruta diminuiu 10,3%. O déficit comercial grego recuou 17,5%, contribuindo positivamente para a revisão no PIB do país. Estes dados reforçam a expectativa de que o país não precisará de desconto adicional sobre a dívida como se imaginava meses atrás.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Banco é lugar de investir dinheiro?


A pergunta que usei como título deste artigo provavelmente será feita com frequência cada vez maior daqui para frente. Estamos “apenas” no início de 2013. E 2013 é o primeiro ano após o evento que, na minha visão, representou a morte e o renascimento do mercado financeiro brasileiro: a mudança nas regras da Caderneta de Poupança em três de maio de 2012.

No exato momento em que escrevo este artigo, ainda se especula muito se os juros vão ou não subir. Ainda que subam, uma coisa não muda: agora não temos mais uma opção de investimento com uma rentabilidade “garantida”, como era o caso da antiga poupança com seu 0,5% ao mês. Os efeitos práticos dessa mudança não foram tão profundos e poderão até ser anulados caso os juros subam, mas o investidor brasileiro “médio” não mais poderá fazer seus planos de longo prazo contando com a certeza de que “pelo menos meio por cento ao mês está garantido”.

A tendência dos juros brasileiros, no longo prazo, ainda é de baixa. Tudo bem, temos a inflação “assustando” e outros fatores que podem impactar as coisas no curto prazo, mas ainda estamos muito descolados dos juros que são praticados no resto do mundo. Em economias desenvolvidas, como EUA, Europa e Japão, as taxas básicas oscilam entre zero e um por cento AO ANO. Algumas economias latino-americanas mais estáveis, como Chile, Peru, Colômbia e México, têm taxas básicas (equivalentes à nossa Selic) entre 4% e 5% ao ano. Observem como ainda estamos bastante acima do que se pratica mundo afora (estamos com 7,25% no momento).

O que podemos aprender observando essas economias mais desenvolvidas é que, em cenários de juros baixos, a vida do investidor fica bastante complicada. Os retornos caem, a volatilidade aumenta  (e o risco também) e o mercado, como um todo, fica muito mais complexo. Em 2002, quando a taxa Selic era de 25% ao ano, bastava ir a qualquer banco e investir em qualquer coisa recomendada pelo gerente que, como num passe de mágica, estávamos ganhando dinheiro. O retorno da taxa era tão alto que sequer sentíamos o efeito dos custos administrativos, dos impostos e da inflação.

Agora é diferente. O dinheiro já não vem tão facilmente e o cliente de banco (em particular aquele de nível socioeconômico mais alto e mais bem informado) já começa a ficar um pouco desconfiado e a fazer questionamentos que antes ele não fazia. Aqui no Brasil, muitos investimentos mais “simples”, que sempre foram populares, já estão rendendo abaixo da inflação (como a poupança e alguns fundos). Não devemos ficar surpresos com isso, basta ver o que acontece lá fora. Nos EUA, por exemplo, um CDB (que lá eles chamam apenas de “CD”) com cinco anos de duração, emitido por um banco de primeira linha, paga menos que 1% ao ano em média. Considerando que a inflação atual deles está em 1,6% ao ano, não é um cenário muito animador, não é mesmo?

Fora do Brasil, em particular nas economias mais desenvolvidas, ir ao banco para investir dinheiro soa como ir à sorveteria para comprar uma pizza. Talvez eles até vendam pizzas na sorveteria, mas não é o “lugar certo” para fazer isso. Quem vai ao banco, nesses lugares, vai em busca de crédito e de serviços bancários ou, no máximo, em busca de investimentos líquidos e de curto prazo para aquela famosa “reserva de emergência”, como as savings accounts (que podemos comparar grosseiramente à nossa caderneta de poupança).

Quem quer investir dinheiro “seriamente” acaba procurando uma empresa de gestão de recursos ou uma corretora de investimentos. É raro recorrer aos bancos, mas isso não significa que eles tenham desistido do mercado. Lá, como aqui, grandes bancos oferecem “consultorias de investimentos” e outras iniciativas para tentar promover seus produtos, mas o cliente mais bem informado e mais educado financeiramente não cede a esses apelos tão facilmente.

E aqui no Brasil, será que vai ser assim no futuro? Difícil saber, mas a história econômica brasileira mostra que nossos bancos (pelo menos os de grande porte) são bastante resilientes. Eles se adaptaram à era da hiperinflação, se adaptaram à subsequente era da inflação baixa, se adaptaram à era dos juros baixos (ou “menos altos”, se preferirem), então é razoável apostar que eles vão conseguir se adaptar a mais essa mudança, até porque, apesar dos pesares, alguns bancos brasileiros são bastante competentes na gestão de recursos de clientes.

Enfim, banco é lugar de investir dinheiro? Se você perguntar a um habitante de algum país do hemisfério norte minimamente esclarecido sobre assuntos financeiros, muito provavelmente a resposta será um sonoro “não”. Lá fora, as instituições que trabalham exclusivamente com investimentos não dão moleza para os bancos comerciais.

E aqui, como vai ser no futuro? Será que nossos “bancões” vão assimilar mais essa pancada e prevalecerão no mercado? Esse é um embate que os investidores deverão acompanhar com muita atenção nos próximos anos e será um importante capítulo da formação do novo mercado financeiro brasileiro, que está apenas começando.

André Massaro

quinta-feira, 7 de março de 2013

Copom: mais duro, mas não por enquanto


O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) manteve a taxa de juros básica (Selic) em 7,25% ao ano. A decisão foi unânime e em linha com as expectativas de mercado e nossa visão.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom retirou a indicação que deve manter a taxa Selic estável por um período de tempo “suficientemente prolongado” como vinha fazendo nos últimos comunicados:

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.”

Em nossa visão, a mudança no comunicado está em linha com as últimas declarações de membros do Copom, e visa ganhar flexibilidade para uma eventual elevação da taxa de juros se o cenário assim demandar.

O padrão da linguagem usada no comunicado hoje (“acompanhar a evolução do cenário”) indica que o Copom considera elevar os juros nos próximos meses. No entanto, não é forte o suficiente para sinalizar uma alta já na próxima reunião, em abril.

Em nossa avaliação, a estratégia do Copom é de ganhar flexibilidade para observar a evolução da inflação corrente, antes de decidir se irá de fato implementar o aperto monetário.

Desta forma, uma alta de juros nos próximos meses é possível, mas não certa. Por ora, mantemos nossa projeção de Selic estável nos patamares atuais até o final de 2013. Mas consideramos possível um ciclo de elevação da Selic curto (em torno de 1 p.p., a passos de 0,25 p.p. por reunião), a partir de maio.

Os três valores da gestão de recursos


Em qualquer atividade, a adoção de valores que possam ser seguidos com coerência aumenta as chances de sucesso. Na administração de investimentos e também na gestão de patrimônio em geral, alguns valores representam mais do que atitudes: ser aberto a novas tendências, estar conectado às oportunidades e ser confiável são essenciais para a realização de quaisquer objetivos.

Ser aberto ou estar aberto a novas tendências, novas formas de se fazer negócios, é fundamental para que qualquer investidor, grande ou pequeno, não perca o bonde da história. Ser aberto também significa ser flexível quando identificar a necessidade de mudança. Um exemplo? Uma das principais tendências atuais é o rendimento quase nulo, por vezes até negativo, das aplicações tradicionais quando descontada a inflação. Investidores que insistirem em concentrar todos os seus recursos nessas alternativas arriscam-se a deteriorar o poder de compra de seus patrimônios ao longo dos anos.

Felizmente, no mesmo sentido, temos outra tendência importante: as reduções dos custos de financiamento, em particular dos financiamentos imobiliários. Considerando principalmente os prazos associados, nem sempre a recomendação tradicional de usar seus recursos investidos para quitar a maior parcela possível do financiamento é a melhor alternativa.

Ainda no tema imobiliário, há uma forma não tão nova, mas ainda pouco utilizada de se fazer negócio: as alienações fiduciárias. Para quem não precisa de financiamento imobiliário, mas pretende trocar de imóvel sem ter que casar a compra do novo com a venda do atual, essa modalidade de financiamento pode apresentar vantagens: dependendo das circunstâncias, pode proporcionar acesso a prazos e valores mais elevados, com taxas muito inferiores aos empréstimos sem garantia.

Continuando, além de ser aberto, é preciso que o investidor esteja conectado. Não estamos nos referindo a estar conectado no sentido tecnológico muito utilizado atualmente. Trata-se de estar atento às oportunidades que aparecerão. Entre os exemplos de oportunidades nos temas de investimentos destacam-se as alternativas nos mercados internacionais e nos fundos imobiliários. O mercado acionário norte-americano atualmente está muito mais sólido do que os mercados emergentes, inclusive o Brasil. Já existem condições de brasileiros investirem no exterior de forma simples através de fundos locais. Os fundos imobiliários, por sua vez, representam alternativas que proporcionam maior facilidade, liquidez e flexibilidade em relação aos tradicionais investimentos imobiliários.

Dos três valores, ser confiável é talvez o que exija a maior atenção por parte do investidor. É preciso ter confiança em si mesmo. Suas decisões, quando bem ponderadas, são as melhores possíveis a serem tomadas. Isso não quer dizer que todas elas resultarão em acertos. É aí que reside a maior parte dos problemas. Investidores relutam em se desfazer de alternativas que, por um motivo ou outro, não vão gerar os resultados esperados. Não estamos insinuando que seja recomendável desfazer-se de qualquer investimento negativo. O fundamental é sempre ter flexibilidade, racionalidade e humildade para reconhecer que não deu certo. Outro aspecto importante sobre confiabilidade é conhecer-se bem a ponto de avaliar onde estão suas forças. Você é inovador ou mais tradicional? Está com a cabeça sempre lá na frente ou é mais pragmático? Na hora de investir, não entre em conflito com si mesmo: como você vai aplicar em uma empresa de perfil inovador, com abordagem futurista, se nem mesmo acredita em seus produtos ou serviços?

Finalmente, confiável também deve ser o valor que você aplica aos seus parceiros de negócio. Não apenas do ponto de vista da honestidade, mas no sentido de acreditar que o consultor financeiro, gerente ou corretor está fazendo o melhor e mais adequado por você.

Aberto, conectado e confiável: três valores simples, mas muito fortes e coerentes. Juntos, como fontes de inspiração em suas decisões, eles podem se tornar excelentes aliados e aumentar suas chances de sucesso nos investimentos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O que é alavancagem e como isso afeta os rendimentos de um fundo de investimento?


O uso de alavancas possibilita que uma pessoa multiplique a sua própria força empregada sobre um objeto, podendo inclusive fazer com que uma pessoa desloque um objeto mais pesado do que ela própria. Diversas invenções mecânicas utilizam alavancas para economizar esforço humano ou utilizar a força humana de uma forma que seria impossível de outra forma.

Nos investimentos, é possível aplicar esse princípio físico de uma forma parecida. O investidor ou o gestor de um fundo de investimento pode colocar em risco um volume maior do que tem de patrimônio líquido. Ou seja, seria possível investir $ 200 mil dispondo apenas de $ 100 mil, com os rendimentos obtidos desse investimento sendo gerados com base no capital total (dívida mais patrimônio líquido) e não apenas sobre o capital próprio. A forma mais simples de realizar essa alavancagem é através de um empréstimo, com a captação de recursos a um determinado custo financeiro na expectativa de fazer com que esse dinheiro renda sobre um valor superior, gerando maior rentabilidade sobre o capital próprio. Se o investidor possui $ 100 mil de patrimônio e toma emprestado outros $ 100 mil a uma taxa de 10% e o investimento rende 20%, seu ganho será de $ 30 mil ($ 40 mil de rendimento menos $ 10 mil de custo de financiamento), o que representa 30% do patrimônio inicial e não apenas 20%.

Uma forma mais sofisticada de alavancar é através de derivativos, especificamente contratos futuros e contratos a termo. Como não há liquidação financeira imediata, é possível o investidor buscar uma taxa de retorno aplicável a um capital superior ao que possui sem ter o capital necessário para adquirir esses ativos. O investidor poderia, por exemplo, montar uma posição comprada como se estivesse investindo $ 100 mil em ações sem ter esse dinheiro, precisando apenas ser capaz de depositar a margem de garantia determinada pela bolsa de valores. O seu investimento irá se valorizar ou desvalorizar com base no valor do contrato, e não com base no valor da margem de garantia, possibilitando que o investidor coloque em risco um valor maior do que efetivamente possui. Diariamente, o investidor irá ganhar ou perder o equivalente à variação do preço de ajuste multiplicado pelo número de contratos comprados. Se o investidor tivesse dinheiro para investir o valor equivalente a um contrato e comprasse apenas um contrato, não haveria alavancagem. Adquirir mais contratos do que poderia no mercado à vista aumenta o valor investido.

Contratos futuros mais comumente adotam um índice de ações, o Ibovespa, por exemplo, como ativo-objeto, embora seja possível utilizar ações individuais. Contratos a termo são os instrumentos derivativos mais utilizados para negociar para liquidação futura, funcionando de forma parecida com contratos futuros, mas sem ajuste diário e com menor liberdade para liquidar antecipadamente o contrato.

Os parágrafos anteriores mostraram a situação concreta (expor-se a um risco superior que seria possível no mercado à vista) e enfatizaram a parte positiva (poder ganhar mais do que no mercado à vista), porém, há também o lado negativo. Caso a operação vá na direção contrária à desejada pelo investidor (no caso do comprador, caso os preços caiam), a perda também será maior do que se o investidor tivesse investido apenas o capital que possui.

Há inclusive a possibilidade de que as perdas superem o próprio patrimônio do investidor. No exemplo numérico acima, se as ações caíssem mais de 50%, a perda do investidor superaria os $ 100 mil que ele possuía. Em contratos futuros, essa situação é mais difícil de acontecer, por conta das exigências de margem e os ajustes diários. Por outro lado, em contratos a termo a possibilidade de pesadas perdas é mais concreta, apenas de também haver exigências de garantias.

Alguns tipos de fundos de investimento em ações ou fundos multimercados podem utilizar a alavancagem, expondo os seus cotistas ao risco descrito no parágrafo anterior. Caso o fundo perca mais do que o seu patrimônio líquido, os cotistas serão chamados a aportar no fundo para cobrir a perda. Ou seja, em fundos que admitem alavancagem, a perda pode superar os 100%, algo que não aconteceria em um investimento em títulos de renda fixa ou ações. A possibilidade de perdas que superem o patrimônio deve ser avisada com destaque no prospecto e regulamento dos fundos.

Apesar de não ser tão comum, isso já aconteceu no Brasil. Um caso recente foi o de uma gestor muito conhecida por sua gestão ativa mais agressiva com fundos que quase ficaram com patrimônio líquido negativo na crise de 2008, mas que sofreu pesadas perdas em 2011 e desde então está com patrimônio negativo. Apesar disso, continua operando normalmente.

Por fim, é necessário ressalvar que não é sempre que há o anúncio da possibilidade de perdas que superem o patrimônio que há um risco considerável de que isso ocorra. Muitos fundos permitem ao gestor a utilização de derivativos, mas a política de investimento exige que os derivativos sejam utilizados de forma conservadora ou mais para proteção, e não para alavancagem, o que não descarta, no entanto, que haja a possibilidade de perdas que superem o patrimônio, embora seja remota, que deve ser anunciada nos materiais de divulgação. Por isso é importante consultar o prospecto do fundo em detalhes.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Fique de Olho: Lojas Renner

A LREN3 está em indefinição no curto prazo, com importante resistência em 81,35. Passando desta, a LREN3 ganhará ponto de compra para seguir rumo aos objetivos em 85,25 e 90,00.


PERSPECTIVA PARA O MERCADO


Em dia de agenda econômica pouco movimentada, as atenções do mercado se voltam para discussões sobre o câmbio, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter afirmado que o governo brasileiro não deixará que o dólar volte ao patamar de R$ 1,85 e reforçou a disposição em intervir no mercado de câmbio para impedir que isso aconteça. Além disso, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reafirmou o compromisso total da autoridade monetária em relação à inflação.

No começo do dia, o IBGE divulgou que o emprego industrial caiu 1,4% em 2012. Houve recuo de 0,2% em dezembro, na comparação com o mês anterior.

Na Europa, as atenções se voltam para o fim da reunião de cúpula da União Europeia (UE), que acontece em Bruxelas. Por volta das 9h30, as principais bolsas do continente aguardavam as discussões com otimismo, subindo perto de 0,5%.

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros de Wall Street operavam estáveis, com viés de alta. Ainda hoje, serão divulgados o saldo da balança comercial norte-americana (11h30) e os números das vendas e dos estoques no atacado (13h), ambos relativos a dezembro.

Na China, foi divulgado que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 2,0% em janeiro ante igual mês de 2012, desacelerando de uma alta de 2,5% em dezembro. O avanço ficou em linha com o esperado pelo mercado. A maioria das bolsas da Ásia fechou o pregão no campo positivo: Xangai avançou 0,6%, Hong Kong subiu 0,2% e Seul, 1%. Já a bolsa de Tóquio fechou com queda de 1,8%

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Hora de arrumar o telhado é sem chuva

Houve uma enorme mudança favorável nos termos de troca comercial no país, que começou em 2003 e fez o pico em 2011. Neste período, os preços das exportações brasileiras subiram bem mais do que os das importações. Foi possível obter um elevado superávit comercial e, com isso, melhorar o perfil do endividamento público, que chegou a ser muito atrelado ao dólar. O Brasil acumulou reservas e se tornou credor líquido em moeda estrangeira. Isto representou uma considerável mudança para melhor nos fundamentos macroeconômicos do país. Anteriormente, sempre que havia uma crise externa, o câmbio se desvalorizava e a dívida pública entrava em trajetória ascendente, criando um problema de solvência externa. Atualmente, uma eventual desvalorização cambial melhora nossa dívida líquida e evita a transmissão de uma crise externa para os fundamentos fiscais.

A crise financeira global de 2008 também trouxe benefícios ao Brasil. A reação dos bancos centrais pelo mundo todo foi de cortar a taxa de juros a mínimas históricas. Com isso, o capital fluiu para os mercados emergentes, o que foi classificado por nosso ministro da fazenda como uma "guerra cambial". Vale lembrar, contudo, que os fluxos abundantes de capitais e a apreciação cambial nos permitiram reduzir a taxa de juros doméstica para um patamar inimaginável há alguns anos. A disponibilidade de capital externo para um país que poupa pouco e precisa investir é benéfica. O desafio é a regulação, para aproveitar essa abundância de recursos para investimentos produtivos. Foi aí que começamos a patinar.

A partir de 2009, paramos de "consertar nosso telhado" e melhorar os fundamentos. Em primeiro lugar, a política fiscal se deteriorou. O governo passou e entregar resultados primários menores e, mais importante, perdemos a transparência das contas públicas, com a adoção de múltiplos truques contábeis. Em segundo lugar, a política monetária foi atropelada no seu objetivo de ancorar as expectativas dos agentes e trazer a inflação à meta. A redução da taxa de juros passou a ser um objetivo político, uma meta da presidência da República. Como resultado, tivemos inflação média de 6,1% nos últimos três anos. Por último, e mais recentemente, o governo passou a gerenciar a taxa de câmbio conforme o objetivo do momento, seja ele estimular a indústria ou conter as pressões inflacionárias.

E se perdemos os pilares do chamado tripé macroeconômico, na parte micro assistimos a uma desorganização geral. Não houve avanço na agenda de aumentar a competitividade. Ao contrário, as agências reguladoras perderam independência. No setor de petróleo, o marco do pré-sal e o controle de preços dos combustíveis foi um desastre, pois conseguiu matar os investimentos estrangeiros e arruinar a Petrobras financeiramente. Os leilões de infraestrutura vêm tendo resultados aquém do esperado, pois existe sempre uma tentativa de reduzir a taxa de retorno ao mínimo possível ou impor a presença estatal. Houve uma guinada protecionista, com vários setores escolhidos para serem defendidos por maiores alíquotas de importação. As isenções tributárias, que a princípio seriam bem vindas, foram feitas para alguns setores e não de forma linear - como seria desejável. O BNDES foi capitalizado por emissão de dívida pública e também passou a escolher setores. Os bancos públicos passaram a conceder crédito agressivamente, enquanto os privados se tornaram mais seletivos. A redução do preço da energia elétrica foi feita de forma hostil às empresas, que perderam expressivo valor de mercado. Por tudo isso, não é de se espantar que o investimento tenha recuado.

A situação externa favorável para os países emergentes não vai durar para sempre. Em algum momento, os países desenvolvidos irão retomar o crescimento e elevar as taxas de juros. O capital ficará mais seletivo à medida que surgirem boas oportunidades de investimento. Nesta hora, iremos colher o que estamos plantando. Ou vamos nos diferenciar e nos tornar elegíveis para novos investimentos ou vamos nos associar aos países que, por políticas equivocadas, foram desligados do radar dos investidores. A hora de arrumar o telhado é enquanto não chove.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

De olho no Mercado

O IBGE divulgou no começo desta sexta-feira que a produção industrial do país caiu 2,7% em 2012, dentro do esperado pelo mercado. Em dezembro, a produção ficou estável, em relação a novembro. Já a produção de bens de capital registrou queda de 11,8% no ano. Ainda hoje, às 15h, serão divulgados os números de janeiro da balança comercial.

Nos EUA, os principais índices futuros de Wall Street operavam com altas moderadas perto das 9h30, à espera da divulgação do número de postos de trabalho criados em janeiro e da taxa de desemprego do país. Os dados saem às 11h30. Logo depois, às 12h, serão conhecidos os índices ISM e Markit sobre a atividade industrial nacional. Às 12h55, é a vez da leitura final de janeiro do índice de sentimento ao consumidor. Às 13h, será divulgado o investimento no setor de construção civil em dezembro.

No começo do dia, as principais bolsas da Europa operavam em alta, refletindo um crescimento acima do previsto do PMI da zona do euro. A atividade industrial do bloco subiu a 47,9 em janeiro, de 46,1 em dezembro. O indicador segue em terreno negativo, mas contraiu-se no ritmo mais lento em 11 meses.

A taxa de desemprego na zona do euro ficou inalterada em 11,7% em dezembro, contrariando a previsão de alta para 11,9%. Já a inflação no bloco monetário subiu 2% em janeiro ante janeiro de 2012, menos que a previsão de alta de 2,2%. Foi a menor taxa desde novembro de 2010.

Na China, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial de atividade manufatureira caiu de 50,6 em dezembro para 50,4 em janeiro, contrariando a expectativa de alta para 51. Já o PMI medido pelo HSBC subiu para uma leitura final de 52,3 em janeiro, de 51,5 em dezembro, no nível mais alto em dois anos. Os principais mercados da Ásia reagiram de forma mista aos resultados: a Bolsa de Hong fechou praticamente estável, enquanto Xangai subiu 1,4%. Tóquio teve alta de 0,47% e Seul caiu 0,21%.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PERSPECTIVA PARA O MERCADO

O IBGE divulgou no começo desta quinta-feira que a taxa de desemprego do país em dezembro ficou em 4,6%, ante 4,9% no mês anterior. A taxa é menor da série histórica iniciada em 2002 e ficou dentro do esperado pelo mercado. A taxa média de desemprego em 2012 foi de 5,5%.
 
No exterior, os principais índices futuros de Wall Street operavam em baixa por volta das 9h30, ainda refletindo contração inesperada do PIB dos EUA no quarto trimestre do ano passado e das avaliações do Federal Reserve de que a atividade econômica fez uma pausa nos meses recentes.
 
O sinal negativo prevalece também entre as principais bolsas da Europa: no mesmo horário, Paris caía 1%, Frankfurt, 0,56% e Londres, 0,58%. Mais cedo, foi divulgado que a taxa de desemprego da Alemanha caiu a 6,8%, de 6,9% em dezembro, abaixo do previsto (6,9%).
 
A agenda dos EUA prevê as divulgações do relatório sobre o custo unitário da mão de obra no quarto trimestre do ano passado, a renda pessoal em dezembro e os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, todos às 11h30. Também será conhecido hoje o índice de atividade industrial de Chicago (ISM), às 12h45.
 
Na Ásia, os principais mercados fecharam sem direção única: a bolsa de Xangai ganhou 0,12%, enquanto a de Hong Kong caiu 0,39%. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,22%. O índice Kospi, em Seul, teve queda de 0,13%.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PETRO - Aumento da gasolina abaixo do esperado

Petrobras anunciou o tão aguardado aumento nos preços da gasolina (6,6%) e do diesel (5,4%) no portão da refinaria. O ajuste nos preços veio um mês antes do esperado; entretanto, o aumento nos preços da gasolina veio abaixo da nossa estimativa (10,0%), enquanto o aumento no diesel veio praticamente em linha (5,0%). Ambos os ajustes estão programados para entrar em vigor em 30 de janeiro. Após uma espera tão longa, nossa expectativa é a de que o modesto aumento gere uma reação negativa do mercado.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Fluxo da Bovespa

Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 236,096 milhões na Bolsa na quarta-feira, 23. Naquele pregão, o Ibovespa subiu 0,44%, aos 61.966,26 pontos, com giro financeiro de R$ 5,9 bilhões. Com o resultado, o superávit de recursos externos na Bovespa em janeiro subiu para R$ 3,559 bilhões até esta data. A cifra é resultado de compras de R$ 46,589 bilhões e vendas de R$ 43,030 bilhões no período (Fonte: Broadcast).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Reunião Matinal

Destaques
 
Abertura
A agenda desta 5ª, traz a Ata do Copom no Brasil e o Initial Claims nos EUA. Na Europa, destaque para os números preliminares do PMI da indústria e de serviços, na Zona do Euro e na Alemanha.
 
Fechamento da Sessão Anterior
O principal índice acionário da Bovespa avançou nesta quarta-feira, acompanhando os mercados externos, após fortes resultados corporativos e a aprovação do aumento do limite de endividamento dos Estados Unidos até meados de maio. O Ibovespa subiu 0,44%, a 61.966 pontos, apoiado no avanço da petrolífera OGX e do frigorífico JBS.
 
Principais Mercados
 
Ásia
A preliminar de janeiro do índice PMI da China sobre a atividade manufatureira do país calculado pelo HSBC ficou em 51,9, acima das expectativas do mercado de 51,7 e marcando a máxima desde janeiro de 2011. O resultado representou o sexto mês seguido de melhora. Outro dado de destaque na agenda ficou para o resultado da balança comercial japonesa, que registrou resultado de exportações piores que o esperado em dezembro. Com isso, o déficit registrado em 2012 marcou o pior resultado já observado na série. O iene vai apresentando forte correção no dia, recuando -1,10%. Nesse contexto, a bolsa japonesa apresentou alta no dia, subindo +1,28%. Os demais índices acionários terminaram o dia em baixa.
 
Europa
A preliminar de janeiro do índice PMI sobre a atividade manufatureira da zona do euro ficou em 47,5, máxima em 10 meses, ante 46,1 em dezembro e expectativa no mercado de 46,5. A preliminar do setor de serviços passou de 47,8 para 48, também maior patamar em 10 meses, ante previsão de 48. O índice composto mudou de 47,2 para 48,2, máxima em 10 meses e acima do esperado (47,5). Bolsas vão operando próximas a estabilidade, com destaque de alta para França (+0,20%) e Reino Unido (+0,28%).
 
EUA
Na agenda, o Departamento de Trabalho divulga às 11h30 os pedidos iniciais de auxílio-desemprego da semana encerrada em 19 de janeiro. Às 11h50, o instituto Markit traz o índice de gerente de compras (PMI) do setor manufatureiro norte-americano em dezembro. Às 13h, o Conference Board disponibiliza o índice de indicadores antecedentes dos EUA de dezembro.
 
Brasil
A presidente Dilma Rousseff anunciou na quarta-feira uma redução maior do que a esperada na tarifa de energia elétrica já a partir de quinta-feira, de 18% para consumidores domésticos e de até 32% para indústria, agricultura, comércio e serviços. Em pronunciamento em rede nacional de TV à noite, afirmou que o Brasil não corre risco de racionamento de energia e que a situação no setor energético é segura, chamando de "alarmistas" as previsões de risco de desabastecimento. Destaque na agenda do dia para a avaliação da ata do COPOM.

Realatório completo: Clique Aqui

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Nossos Fundos entre os melhores !!


Segue abaixo duas notícias que saíram hoje no Valor, sobre fundos Quantitativos.
Dos 12 fundos eleitos como os melhores de 2012, 8 estão disponíveis para vocês na Plataforma XP!
Inclusive o primeiro e segundo lugar!!

A primeira matéria explica um pouco o que fazem e como operam estes fundos. E a segunda, mostra qual o diferencial destes fundos, em especial, como a baixa correlação com os demais fundos pode reduzir o risco do portfólio do cliente como um todo.

Vale conferir!

Sem emoção



Por Luciana Seabra | De São Paulo
Evitar que sentimentos e impulsos afetem a decisão de investir é o lema dos chamados fundos quantitativos. Para isso, eles obedecem a modelos e padrões. A disciplina, entretanto, prejudicou essas carteiras em 2012. Enquanto os gestores evitavam interferir, a atuação do governo sobre alguns segmentos da economia se destacava, com o setor de energia elétrica tornando-se o mais emblemático exemplo. Assim, foram quebrados alguns padrões históricos de sobe e desce de preços dos ativos, necessários para que os modelos acertem suas indicações. Isso ajuda a entender por que, dentre 37 fundos quantitativos brasileiros, apenas 12 superaram o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) no ano passado, referência para aplicações conservadoras. Seis tiveram retornos negativos. O maior ganho foi de 13,99%, menos que a média dos fundos renda fixa índices, que beneficiados pelo corte dos juros renderam 21,71%. O levantamento foi realizado para o Valor pela equipe da Bawm, incorporada à gestora de patrimônio GPS em dezembro.
"Os últimos 18 meses em especial foram bem tortuosos para a estratégia quantitativa, não só no Brasil", diz o analista de investimentos da GPS Felipe Dexheimer, que já selecionou gestores para compor um fundo quantitativo oferecido a clientes da Bawm. A carteira será agora incorporada a um multimercado da GPS. Assim como no Brasil, afirma, a ingerência governamental em países americanos e europeus, principalmente por meio da política monetária expansionista, prejudicou a previsibilidade dos modelos.


Os gestores de quantitativos locais não são uma massa homogênea. Uma diferença importante entre eles é a velocidade de operação. Alguns trabalham na chamada "alta frequência", em que compram e vendem ativos muitas vezes ao longo do dia. Para isso, contam com robôs que executam as ordens de modelos. Outros carregam papéis por dias e até meses e contam com modelos diferentes. Há ainda os que usam um misto das duas estratégias. A maioria, porém, dificilmente carrega papéis por longos períodos. A ideia é encontrar distorções no mercado e manter a aposta somente até que ela se desfaça. Os movimentos de 2012 tenderam a prejudicar mais as estratégias rápidas. A agilidade para aproveitar momentos positivos vira-se contra o modelo quando os padrões se quebram.
"A única vez em que tiramos um setor da carteira em três anos de fundo foi em 2012, o de geração de energia. O ano foi a tempestade perfeita de eventos", diz Delano Franco, sócio-diretor da Behavior Capital Management. Ele ressalta que, apesar de seu fundo ser frequentemente identificado como um quantitativo, não funciona como muitos dos seus pares do estudo. A gestora parte da literatura de finanças comportamentais para desenvolver estratégias. Busca ganhar com vieses, como, por exemplo, o pressuposto comum a investidores de que uma empresa que está bem vai continuar assim no longo prazo. Neste caso, a partir de outros parâmetros, alimenta um ranking que indica a compra de empresas que não estão tão bem avaliadas, mas que prometem ganhos futuros.
O que a estratégia manda fazer costuma ser regra na Behavior. "Se você está querendo ganhar em cima das dificuldades humanas de decisão, interferir não é bom", afirma Franco. Mas, no caso da energia, não houve saída. Foi preciso desobedecer ao que mandava a estratégia. Para evitar riscos setoriais, a Behavior aposta na diversificação - mantém cerca de 60 ações em carteira. O ritmo lento também é uma arma. Cada posição dura em média quatro meses.
"Quando há um fator humano exógeno, uma ruptura de padrão, isso é ruim para os fundos quantitativos", diz Alexandre Rentería, gestor da Polo Capital. Além da questão das empresas de energia elétrica, ele cita a atuação do governo sobre o câmbio como um entrave aos modelos. Na gestora, as ordens são executadas por robôs. A maior parte dos modelos tenta capturar distorções por meio de operações "long and short", compradas e vendidas em ações. A interação com a equipe de gestão de outro fundo de ações da casa, que busca ganhar com eventos, se tornou estratégica nos últimos meses, afirma Rentería. Os ativos que passam por eventos deixam de ser operados.
A bolsa também não tem colaborado com os quantitativos. "Quanto mais papéis listados e com liquidez, mais benéfico para a estratégia. A quantidade de IPOs [ofertas públicas iniciais de ações] foi decepcionante em 2012", diz Rentería. Para contornar a deficiência, a Polo começa a pensar em operar mercados internacionais. Também para Roberto Pullin, gestor da RMW - em que a velocidade mais lenta de operação ajudou a ter o melhor desempenho dentre os quantitativos acompanhados pela Bawm em 2012 - o baixo giro da bolsa atrapalha. "A baixa liquidez impede os fundos quantitativos de gerirem patrimônios muito grandes", diz Pullin. Se o modelo manda comprar grandes volumes de um ativo pouco líquido, a própria operação pode fazer subir seu preço, prejudicando o resultado.
Também um evento, não provocado pelo governo, mas corporativo, impediu que a gestora Angá garantisse mais ganhos em 2012 em seu quantitativo. O anúncio da Ambev, em dezembro, de que passaria a ter apenas ações ordinárias (ON, com direito a voto) fez convergir seu preço com o das preferenciais (PN, sem voto). Como as duas classes de papéis de uma empresa costumam apresentar correlação, operar esse tipo de par é uma estratégia comum. "O spread [diferença entre os preços] foi eliminado de uma hora para a outra", diz Frederico Lima, sócio da Angá. Para 2013, ele espera um ano de cenário externo conturbado. Nele, afirma, as distorções tendem a aparecer com frequência maior. "A volatilidade é a nossa matéria-prima." Mas desde que seja um movimento natural de mercado.

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Ausência de correlação pode beneficiar portfólio


Por De São Paulo
O uso de modelos matemáticos dá aos fundos quantitativos uma imagem de algo complexo e arriscado aos olhos de alguns investidores. Episódios de problemas em sistemas lá fora acabam, volta e meia, trazendo estas questões à tona. Vale ressaltar que, por aqui, fundos que ganham o rótulo de quantitativo podem ser muito diferentes e poucos operam com alta frequência - que ainda não é muito usada no Brasil. Com o cuidado de escolher o gestor e não concentrar o risco, os adeptos da estratégia defendem que ela tem uma papel essencial no portfólio - o de proteção. Isso porque costuma caminhar contra os humores do mercado.
"Ainda há uma correlação muito forte entre os fundos que o investidor brasileiro tem em carteira, o que é um problema", diz Patrick O'Grady, diretor da XP Gestão. Em momentos de crise, diz, quando surgem fugas desesperadas do risco, a obediência aos modelos permite aproveitar oportunidades. A diversidade de estratégias, segundo O'Grady, permite reduzir a volatilidade. No fundo da casa, os modelos passaram de 4 em 2010 para 14 em 2012.
"O grande diferencial dos quantitativos em termos de produto é a consistência de retornos, mais do que os ganhos em anos específicos", diz Gustavo Aleixo, gestor da Kinea Investimentos. Sendo assim, a falta de grandes tendências, como foi a queda dos juros básicos em 2012, poderia fazer a estratégia brilhar mais neste ano. Na Kinea, a decisão de investimento é feita via modelos, mas os robôs são dispensados. Assim, Aleixo considera que o impacto dos impulsos pessoais é minimizado, mas há um espaço para o bom senso. "A emoção não está na execução, mas sim na decisão", diz.
Felipe Dexheimer, analista da GPS, sugere que o investidor atente ao patrimônio do fundo. Como a maior parte dos gestores brasileiros não atua fora do país, operações com grandes volumes podem afetar o preço do ativo, inviabilizando a estratégia. Outra dica é que investir em fundos que rodam a carteira com mais velocidade exige mais estômago. E poder de seleção. "É preciso se certificar de que o gestor tem toda a infraestrutura para operar em alta frequência", diz Dexheimer. A tendência que já vem se consolidando, diz, é que as estratégias mais fáceis de entender se destaquem no mercado. (LS)

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Abertura do Mercado

Destaques
 
Abertura
Em meio à votação sobre a suspensão do teto da dívida norte-americana até maio, os mercados acionários mostram uma manhã de indefinição. Na Europa, enquanto os principais índices acionários das bolsas de Londres e Frankfurt marcam leve alta, os de Paris, Madrid e Milão registram ligeiras quedas.
 
Fechamento da Sessão Anterior
O principal índice acionário da Bovespa recuou pelo terceiro pregão consecutivo nesta terça-feira, com as ações da Oi liderando as perdas após repentina mudança no comando do grupo de telecomunicações. O Ibovespa caiu 0,34%, a 61.692 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,44 bilhões de reais, abaixo da média diária do ano, de 7,3 bilhões de reais.
 
Principais Mercados
 
Ásia
Não houve uma tendência definida nas principais bolsas da região. O índice Nikkei apresentou mais um dia de forte correção (-2,08%) acompanhando a apreciação do iene (+0,40%), após parte do mercado ter se decepcionado com a decisão do BC de ter anunciado a esperada compra de ativos “open ended” apenas para 2014. Por outro lado, China (+0,25%) e Austrália (+0,18%) registraram ligeiras altas. Na agenda, destaque para os dados de inflação na Austrália mais contidos que o esperado.
 
Europa
Dia de agenda vazia, sem muito destaque no News flow. Bolsas mostram estabilidade neste momento. Destaque na semana para os dados de Flash PMI de janeiro a serem divulgados amanhã.
 
EUA
Importante monitorar hoje quando a Câmara dos Deputados deve votar a extensão da capacidade de endividamento do país em quase quatro meses. Na véspera, a Casa Branca reforçou que o teto da dívida deveria ser elevado no longo prazo, mas afirmou que o presiden-te Barack Obama não irá se opor à prorrogação no curto prazo. Agenda pouco expressiva para o dia, com destaque para dados de preço de casa às 12h00. Na agenda de resultados, destaque para as divulgações de Apple e do McDonald's.
 
Brasil
Na agenda, o IBGE traz, às 9h00, o IPCA-15 de janeiro. O Banco Central informa, às 10h30, o balanço de pagamentos do país de dezembro. O BC também disponibiliza, às 12h30, dados parciais de janeiro sobre as entradas e saídas de dólares do país. Até o dia 11, o fluxo positivo no mês somava US$ 254 milhões. Por fim, às 15h30, a Receita Federal informa o resultado de dezembro da arrecadação federal de impostos e contribuições. Ainda na agenda, segundo uma fonte do governo, a presidente Dilma Rousseff fará um pronuncia-mento em rede nacional nesta quarta-feira em que descartará qualquer possibilidade de racionamento de energia no país, numa tenta-tiva de pôr fim aos temores do mercado sobre a oferta de eletricidade no país. A presidente também aproveitará a oportunidade para reafirmar a redução das tarifas de energia, acrescentou a fonte, que falou sob condição de anonimato.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Fundos Inflação/IPCA

Prezados,

Continuando nossa comparação de rentabilidade no ano de 2012 com fundos da mesma classe, dos principais bancos do mercado nacional com alguns dos fundos que trabalhamos.

Escolhemos apenas 2 de mais de 400 fundos que distribuimos, são eles:

- ICATU VANGUARDA IPC GOLD FIC DE FI RENDA FIXA
- BNP PARIBAS INFLACAO FI RF

Obs. O Fundo do Bradesco é direcionado apenas para clientes Privates, classificação dada pelo próprio Bradesco para clientes com aplicação acima de 2 milhões de reais.

Clique na imagem para ampliar.

www.moneyinvest.com.br

Fundos Multimercados

Prezados,

Fizemos uma comparação de rentabilidade no ano de 2012 com fundos da mesma classe, dos principais bancos do mercado nacional com alguns dos fundos que trabalhamos.

Escolhemos apenas 3 de mais de 400 fundos que distribuimos, são eles:

- PLURAL CAPITAL EQUITY HEDGE FIC FIM
- XP BTG PACTUAL SELECAO FIC FIM
- XP UNIQUE QUANT FIM

Clique na imagem para ampliar.