segunda-feira, 18 de março de 2013

Cenário Semanal (18/03/13)



BOLSA  
O Ibovespa prosseguiu na realização de lucros de curto prazo praticamente anulando o movimento de alta súbita ocorrido entre os dias 06 e 07 de março. O índice não tem conseguido se aproximar de forma consistente do patamar dos 60.000 pontos mesmo com a melhora da situação da economia americana. O mercado colocou maior peso nas notícias que chegam da Europa durante os últimos dias, principalmente com relação à ilha de Chipre, por menor que seja sua participação no PIB do bloco europeu. Encerrado o movimento de baixa até próximo dos 56.000 pontos o Ibovespa deve seguir nos próximos pregões lateralmente até que novos dados de inflação e reaquecimento da atividade industrial sejam conhecidos.
CÂMBIO
As projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 seguem em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa Focus. Para o final de 2014, a mediana caiu de R$ 2,06 para R$ 2,05. O mercado financeiro reduziu ainda a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 de R$ 2,00 para R$ 1,99. Para 2014, a projeção foi mantida em R$ 2,05.
JUROS
O mercado projeta manutenção do juro básico na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, e alta da taxa básica a partir de maio. A mediana das estimativas para o quinto mês de 2013 subiu de 7,25% para 7,50% ao ano, alta de 0,25 ponto percentual. Para janeiro de 2014, a previsão subiu de 8,00% ao ano para 8,50% ao ano.
PIB
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,10% para 3,03%, na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50% e avanço industrial de 4,00%, acima dos 3,75% da pesquisa anterior. Um mês atrás, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,00% para 2013 e de 3,50% em 2014 para o setor. Os analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 de 34,30% para 34,10%. Para 2014, a projeção seguiu em 33,20%.
INFLAÇÃO
A pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira indica queda na previsão do mercado para a inflação na média das estimativas para 2013. De acordo com o levantamento, a média das estimativas para o IPCA em 2013 passou de 5,86% para 5,79%. Para 2014, se mantém em 5,61%. Para 2015, subiu de 5,25% para 5,27%. Para 2016, de 5,12% para 5,13%.
CHIPRE
A preocupação com a crise das dívidas na zona do euro voltou à discussão, após o resgate financeiro ao Chipre (pacote de € 10 bilhões à ilha). O fato inédito é um imposto sobre depósitos para os correntistas. O imposto que deve resultar numa arrecadação extra de € 5,8 bilhões, já foi congelado nas contas e será coletado de uma única vez assim que o parlamento aprovar a medida.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Petrobras colabora e carteiras de ações reagem




Depois de fechar o primeiro bimestre com retornos negativos ou de lado, os fundos de ações abriram março com um retrato bem mais positivo. Passaram de apenas uma categoria no azul no acumulado de fevereiro para somente uma no vermelho em março até o dia 8. Ainda não foi suficiente para compensar as perdas no ano. Apenas os fundos de ações livre, em que o gestor não se prende a índices, com 1,57%, superam em 2013 o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), referência para aplicações conservadoras. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O desempenho dos fundos de ações neste ano revela o impacto que as empresas de commodities - especialmente Petrobras - ainda têm sobre os fundos de ações, ainda que os gestores defendam uma maior perspectiva de valorização das companhias ligadas ao cenário doméstico. Enquanto os papéis ordinários (ON, com direito a voto) da Petrobras caíam 25,88%, até fevereiro, a média dos retornos dos fundos de ações foi sofrível. A virada se deu com a recuperação recente das ações da estatal - alta de 16,91% em março até o dia 12.

Apenas os fundos "small caps", que investem em papéis de menor liquidez, ficaram no negativo no período. Os maiores ganhos em março são das carteiras setoriais, com 3,34%, muitas concentradas em Petrobras. É delas também, entretanto, a maior queda no ano, de 6,28%. Apesar do suspiro recente, Petrobras ON ainda acumula perda de 13,35% no ano até o dia 12.

As ações da Petrobras ganharam valor diante do anúncio de um ajuste de 5% no preço do diesel. Com a notícia, o Ibovespa subiu 3,56%, maior valorização num dia desde julho do ano passado. "O ponto é se a alta é consistente ou de curto prazo", diz Francisco Meirelles, gestor da Nest Investimentos. "Estamos cautelosos, continuamos não gostando muito da história do papel", completa.

À alta da Petrobras se somou a valorização das empresas de Eike Batista, depois da parceria com o BTG Pactual. Esta, no entanto, fortemente revertida esta semana, depois do rebaixamento da recomendação por várias corretoras. Meirelles não acredita que papéis de commodities passem a caminhar melhor do que as demais empresas do Ibovespa. "O que aconteceu foi algo mais pontual. Não há muitos dados para indicar que vai se sustentar ao longo do ano", diz. Nos fundos da Nest, Meirelles continua posicionado no cenário doméstico. É o caso dos shopping centers, em que a proteção contra inflação é considerada um trunfo.

Na renda fixa, os fundos indexados à inflação, no negativo em fevereiro, ganharam 0,29% até o dia 8. Essas carteiras estão recheadas de NTN-Bs, títulos que pagam uma taxa real prefixada. Elas ficaram no positivo mesmo com o avanço da aposta em uma alta dos juros, seja pela força da inflação, seja pelo discurso do Banco Central (BC).

Para José Carlos Carvalho, sócio da Paineiras Investimentos, o BC já deve começar a elevar os juros na próxima reunião, em abril. Ele considera, entretanto, que a maior parte do movimento já foi incorporada às expectativas. Assim, não haveria muito espaço para fortes prejuízos às NTN-Bs. No máximo alguns sustos, como o que pode ocorrer se o tom da ata do Copom, divulgada hoje, pender para o aperto monetário. Carvalho já está de olho em nova oportunidade de ganhar com esses títulos. Ele estima que isso pode acontecer quando o mercado passar a enxergar um cenário de queda da inflação: "Não sei quando vai começar, talvez no fim do segundo trimestre".

terça-feira, 12 de março de 2013

Reavaliando as Metas Financeiras


O estabelecimento de metas financeiras é uma das questões mais discutidas no âmbito das finanças pessoais. Observa-se, porém, que mesmo entre as pessoas de maior poder aquisitivo, essa preocupação atinge apenas uma pequena parcela delas.

Nunca é demais insistir sobre a importância da definição de metas financeiras, não somente para atingir objetivos pré-estabelecidos, mas também como forma de impor um maior disciplinamento na gestão dos recursos próprios. O objetivo deste texto, entretanto, não é explorar a importância desta definição de metas, mas a conscientização quanto à necessidade de flexibilizá-las e reavaliá-las periodicamente.

Essa contínua reavaliação pode ser analisada a partir das três varáveis associadas ao estabelecimento de metas: objetivos a serem perseguidos, capacidade mensal de poupança e rentabilidade gerada pelos recursos acumulados.

No que se refere aos objetivos, é importante destacar que os mesmos tendem a se alterar ao longo da vida das pessoas.  No início da vida profissional, normalmente, o primeiro objetivo está associado à compra de um automóvel, e depois vai evoluindo para a aquisição da casa própria e, muitas vezes para o imóvel de lazer. Após muitas conquistas, observa-se que muitos profissionais perigosamente se “desligam” de suas metas, achando que sua vida profissional é eterna. Normalmente isto ocorre numa fase de elevado padrão de custos, até mesmo como conseqüência dos bens materiais adquiridos.

A consciência da aproximação da aposentadoria (e de que, portanto, a vida profissional é finita) e a preocupação em manter o padrão de vida após o encerramento da carreira, levam a tentativas de elevações  bruscas das metas, com o objetivo de “tirar o atraso”.

Quanto à poupança mensal, já foi destacado em artigos anteriores, a importância de se manter um adequado controle das despesas, até porque a receita é mais “transparente”. Na realidade, a maior parte das pessoas “acha” que gasta muito menos do que realmente gasta.

Nesse contexto, vale destacar que a poupança tende também a se alterar porque não somente a receita muda, mas também a despesa ao longo do ciclo de vida. Assim, é normal que profissionais vão evoluindo na carreira, atingindo níveis crescentes de remuneração até alcançar o “pico” ao redor dos 40/45 anos, estabilizando-se a partir daí. No Brasil, embora em escala cada vez menor, verifica-se que muitos profissionais ficaram caros e tiveram que se adaptar a reduções do nível de renda, principalmente aqueles alocados em setores mais expostos à concorrência internacional.

Da mesma forma, do lado das despesas, sua estrutura também tende a se alterar ao longo da vida, quando normalmente ocorre casamento, nascimento dos filhos, educação dos mesmos e até a aquisição de novos bens  (automóveis e imóveis) que elevam o nível da despesa.

O terceiro elemento deste tripé, a rentabilidade dos recursos acumulados, é o caso mais flagrante da situação recente da economia brasileira. As taxas reais de juros caíram de cerca de 6% ao ano ( chegaram a mais de 10% a.a. no início dos anos noventa) para cerca de 1% a.a., com forte impactos sobre a rentabilidade dos ativos de baixo risco. Isto afetou decisivamente os poupadores em situação de pré-aposentadoria que imaginavam obter rendimentos de cerca de 0,5% ao mês para custear a nova etapa da vida. Estas pessoas tiveram que reavaliar substancialmente suas metas: ou trabalham mais tempo para acumular mais recursos, ou passam a correr riscos com suas reservas acumuladas em busca dos 0,5% a.m., ou reduzem seu padrão futuro de vida.

Todo esse conjunto de fatores parece ser suficiente para mostrar a necessidade de se reavaliar periodicamente as metas financeiras. Nesse contexto, algumas questões devem sempre ser observadas pelos investidores:

a) Nunca fixar metas irrealistas, pois levam à frustração e podem comprometer até mesmo o salutar hábito da poupança.

b) Quanto mais cedo começar a estabelecer metas, melhores serão os resultados.

c) Não se “acomodar” em períodos de remuneração mais elevada e de muitas conquistas materiais; a vida profissional, alem de ter “prazo de validade”, pode ser muito volátil.

d) Lembrar o que estabelece a teoria econômica: o consumo tende a aumentar com a elevação do nível de renda, mas a relação não é a mesma quando a renda cai; tentativas de manter o padrão de vida dificultam a queda do consumo.

Imposto de renda em ação


Ao contrário da declaração de ajuste anual de Imposto de Renda (IR), que fica a cada edição mais automatizada e, dentro do possível, simples, a vida tributária do investidor de renda variável não tem se tornado mais fácil. Desde o crescimento da participação de pessoas físicas na bolsa de valores, com a chegada do "home broker", sistema de negociação via internet, no fim dos anos 90, o processo é o mesmo. Ou seja, totalmente manual.

O próprio investidor em bolsa é o responsável por fazer o controle das operações, apurar o ganho ou prejuízo e recolher o IR em todos os meses nos quais tiver variação positiva de capital. Por isso, não é raro haver contradições de informações e atrasos entre aplicadores, principalmente aqueles com pouca experiência.

Todos os anos, de março a abril, o acerto de contas com o Leão volta a ocupar o topo da lista de obrigações de grande parte da população. Neste ano, nada menos que 26 milhões de declarações serão enviadas à Receita Federal, de acordo com as estimativas do órgão. A exigência e a periodicidade desse compromisso fiscal, no entanto, podem confundir os novatos da renda variável. "É comum o investidor iniciante que opera sozinho descobrir só no ano seguinte, quando vai fazer a declaração, que deveria ter feito o recolhimento do IR antes da declaração", afirma Roberto Justo, sócio do escritório de advocacia especializado em tributação Choaib, Paiva e Justo.

Esse atraso pode custar caro, principalmente em tempos de juros básicos de um dígito. A mordida da Receita Federal pode se tornar uma espécie de fiel da balança para definir se haverá ganhos ou perdas nas aplicações. O recolhimento fora do prazo significa multa diária de 0,33%, limitada a 20%, mais a variação acumulada da Selic sobre o valor do IR devido.

Desse modo, se o investidor descobrir só agora, na declaração anual, que deveria ter feito o recolhimento, teria de pagar 27,13%, ou seja, 20% de multa acrescida de 7,13% dos juros da Selic até 8 de março sobre o imposto devido. Essa despesa extra equivaleria a 4% do retorno total, além dos 15% de Imposto de Renda que já deveriam ter sido pagos. Sobre uma rentabilidade da carteira de 10% anual, líquida de IR, a diferença significaria não só perder todo o ganho real obtido, mas entrar no terreno do juro negativo, se for considerada a inflação de 6,31% em 12 meses até fevereiro.

Quem investe em renda variável tem de recolher o imposto até o último dia útil do mês seguinte à apuração de ganhos. E não junto com a declaração anual. O pagamento do IR, de 15% para operações tradicionais e de 20% para o "day trade", quando o negócio ocorre em um mesmo dia, é feito por meio de uma Darf, guia de recolhimento específica, que pode ser obtida on line no site da Receita ou gerada pelo programa Siscalc, obtido gratuitamente no portal do órgão federal.

Na declaração anual, o investidor vai preencher uma espécie de relatório sobre a movimentação no ano-base. Dividendos, por exemplo, entram na categoria "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis". Já os ganhos líquidos das operações e os valores recebidos na forma de juros sobre capital próprio (JCP) são declarados como "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva".

O contribuinte deve ainda preencher um anexo específico, o "Demonstrativo de Apuração dos Ganhos em Renda Variável", no qual detalha o resultado das transações, discriminadas por mês, tipo de operação (comum ou day trade) e segmento (à vista, de opções, futuro e a termo). Ações em carteira e as posições em contratos de opções, a termo e futuro existentes no dia 31 de dezembro são declarados como "Bens e Direitos". Nessas fichas devem também ser informados os valores de aquisição de cada lote e contrato.

Em uma situação extrema, se a Receita considerar um caso de sonegação, o prejuízo será certo. Isso porque a penalidade mínima a ser aplicada é de 75% sobre o ganho total e não apenas em relação ao imposto devido. "A punição pode ser agravada para 150% se ficar comprovada a sonegação ou uma fraude", afirma Eliana Lopes, coordenadora de IR da consultoria especializada em tributação H&R Block. Além disso, continuam a valer a multa sobre o valor devido e a correção pela Selic.

E não há como escapar: a Receita Federal faz o controle de todas as operações na renda variável por meio de um IR simbólico retido na fonte pela corretora. Para o mercado à vista, há alíquota de 0,005%. No day trade, de 1%.

Se existe confusão em relação ao período de recolhimento, as regras complexas para a apuração dos ganhos com a renda variável podem abrir brechas para outros tipos de erros. A isenção de IR para negócios de até R$ 20 mil no mês, por exemplo, só existe nas operações à vista.

Para o diretor executivo da corretora Icap, Paulo Levy, a regra da isenção exemplifica como o aplicador se arrisca a perder dinheiro quando não recebe orientação devida sobre o IR. Segundo ele, deixar de pagar imposto sobre operações à vista de até R$ 20 mil no mês é uma grande vantagem fiscal para o pequeno investidor. "Sempre orientamos os clientes - e 90% se enquadram nesse volume financeiro - que, se a pessoa quiser vender mais de R$ 20 mil, deve fazê-lo em dois meses, para manter o benefício."

Operações nos segmentos de opções, a termo, futuro e aluguel de ações também não contam com esse benefício e pagam imposto sobre ganhos de qualquer valor. "A isenção é bem específica, voltada para compra e venda de ações. Sobre o day trade, mesmo no mercado à vista, não se aplica o benefício", diz Eliana, da H&R Block.

O investidor tem de ficar atento também às regras das demais modalidades da renda variável. Os Exchange Traded Funds (ETFs), fundos de índice com cotas negociadas na bolsa, também não contam com isenção de IR até R$ 20 mil. A alíquota para esse gênero é a mesma dos ganhos no mercado acionário.

No caso dos fundos imobiliários, embora o rendimento esteja isento, quando há venda de cotas com ganho de capital, existe a incidência de IR, com alíquota de 20%. Nessa situação, entretanto, o recolhimento ocorre na fonte.

No aluguel de ações, a rentabilidade apurada pelo doador, ou seja, de quem empresta os papéis, está sujeita à tributação de acordo com a tabela regressiva da renda fixa, que começa em 22,5% para operações de seis meses ou menos, até 15%, em prazos superiores a dois anos. O tomador, por sua vez, paga o IR com as mesmas alíquotas dos demais mercados, como as opções.

Um benefício que pode causar confusão é a possibilidade de se compensar os prejuízos de um mês no período seguinte. "O problema é que, por falta de informação, o contribuinte pode esquecer de fazer a compensação e pagar imposto a mais", diz Roberto Justo, do escritório Choaib, Paiva e Justo. Neste caso, o aplicador não pode compensar a perda acumulada por meio da declaração anual. "Existe um mecanismo próprio. O contribuinte tem um crédito fiscal, corrigido pela Selic, e pode fazer um pedido de restituição desse imposto pago a mais no próprio site da Receita", explica Eliana, da consultoria H&B.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Variações na rentabilidade dos Fundos de Inflação

Registrando queda de 1% no mês de fevereiro, depois de um janeiro também ruim, os investidores estão questionando o desempenho dos fundos da categoria Renda Fixa Índice ou fundos de inflação. Entenda por que estes fundos podem apresentar rentabilidades negativas em alguns momentos.

Estes fundos possuem em suas carteiras NTN-Bs, Títulos Públicos Federais, emitidos pelo Tesouro, atrelados ao índice de preço IPCA e que pagam juros prefixados. O IPCA é o índice que serve como base para o sistema de metas inflacionárias do Banco Central.

Apesar de acompanhar a variação do índice, a indexação não é perfeita, devido ao componente prefixado que é sensível à oscilação da taxa de juros. Como esta taxa pode se alterar durante o prazo de vigência do título, a rentabilidade destes pode se afastar da variação do índice e este efeito é maior quanto maior for o prazo do título. A relação entre o preço de título e taxa é inversamente proporcional, ou seja, quando a taxa sobe o preço cai (e vice-versa). Somente funcionará como proteção contra inflação se carregado (a taxa se manter a mesma?) até o vencimento.

O comportamento de curto prazo de fundos de inflação é diferente dos fundos de renda fixa tradicionais, mais procurados por investidores conservadores. Em 2012, a rentabilidade alcançada por esta categoria de fundos foi o grande destaque e fez a alegria dos investidores. Muitos renderam mais de 18% (o BNP Paribas Inflação rendeu 27,34%), em razão da forte queda da taxa Selic (taxa básica de juros) de 11% para 7,25% ao ano.

Mesmo após ter atingido seu piso histórico em outubro, movimentos de mercado continuaram valorizando as NTN-Bs, porém, em janeiro, a maior preocupação com a inflação no curto prazo, sinalizada na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária), resultou num movimento de realização de lucros de parte dos investidores, com a venda de NTN-B e um movimento de correção de preços nos títulos, especialmente aqueles com vencimentos mais longos, resultando na redução da rentabilidade dos fundos.

Após a divulgação da ata, o mercado passou a exigir um prêmio maior para adquirir títulos públicos prefixados e indexados, expressando a preocupação dos investidores em aumentar sua exposição num momento em que o Governo comunica que os juros não mais cairão e, assim, a trajetória para o preço destes papéis diminuem a perspectiva de ganhos. A piora na avaliação do risco inflacionário também contribui para a mudança de expectativas e alguns agentes no mercado já contam com um possível aumento da taxa Selic.

É natural os fundos de inflação apresentarem rentabilidades negativas em determinados meses, por isso, não é recomendado avaliar os retornos em janelas inferiores a 12 meses. Fundo de inflação não é fundo de renda fixa tradicional, sem volatilidade. Porém, em janelas de 12 meses, muito provavelmente seu dinheiro será corrigido pelo IPCA e terá ganho real.

Mesmo com a mudança da trajetória dos juros e a maior incerteza quanto à inflação, e consequentemente sobre o juro real, estes fundos continuam como uma boa opção de investimento para quem busca liquidez e proteção contra inflação no longo prazo.

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A diferença entre poupar e investir


Prezado Leitor, em poucas palavras e em se tratando de finanças, poupar é gastar menos do que se ganha e investir é buscar rentabilizar os recursos poupados, é ganhar dinheiro com o dinheiro. Só acumula patrimônio e conquista sonhos financeiros quem poupa- e só a partir daí é possível fazer investimentos.

Para poupar, basta gastar menos do que se ganha, a fórmula é simples. Difícil é colocá-la em prática, especialmente no Brasil, onde culturalmente não temos este hábito. É necessário abrir mão de um consumo no momento, para usufruir algo num futuro que não sabemos ao certo quando e se chegará! No entanto, viver como folhas ao vento não permitirá a conquista da compra da casa própria, da tranquilidade na aposentadoria, de fazer aquela viagem dos sonhos. Por isso, encontrar o equilíbrio entre o consumo e a poupança é um grande desafio, mas é fundamental. Se você incorporar o hábito de gastar menos do que ganha todos os meses e souber investir, ao longo do tempo são grandes as chances de acumular o que precisa para uma aposentadoria confortável, por exemplo.

Existem muitas dicas e técnicas que ensinam a poupar e investir em sites, revistas e livros especializados e recomendo a leitura, mas posso aqui deixar umas dicas que acredito serem bem importantes.

1) Saiba onde você está: para saber qual estrada devemos tomar, precisamos saber onde nos encontramos. Para isso, faça seu controle financeiro. Anote tudo o que você ganha e gasta, desta forma você poderá analisar e conhecer para onde vai seu dinheiro e corrigir excessos para conseguir poupar. Sugiro fazer isso em planilhas eletrônicas porque facilitam o trabalho e a análise futura, mas pode ser usado papel e caneta também, o importante é conhecer a situação real.

2) Poupe: Se o orçamento está apertado você tem duas alternativas: corte os excessos ou ganhe mais. Pode parecer duro, mas é possível. Reflita se vale a pena você trabalhar mais ou se é melhor cortar desperdícios. Outra dica bacana e muito difundida ensina a poupar 10% do que se ganha tão logo se receba, é o "pague-se primeiro". Primeiro você vai reservar o dinheiro para os sonhos e objetivos e o restante para as despesas do dia a dia. No começo é sofrido, mas com o passar do tempo o orçamento se adapta aos 90% restantes e daí por diante vira hábito.

3) Trace objetivos de curto, médio e longo prazos, desta forma você terá metas para perseguir. Veja quanto você precisa poupar para cada um dos objetivos.

4) Invista de acordo com o prazo. Para os objetivos de curto prazo, busque investimentos seguros, mesmo que rendam pouco, como caderneta de poupança, CDBs de grandes bancos, títulos públicos do tipo LFTs. Para prazos maiores, pense em ousar mais para rentabilizar mais. Neste sentido, fundos de investimentos multimercados ou de ações podem ser opções interessantes, pois delega-se a alguém a gestão da carteira de investimentos. Em caso de dúvidas, procure um especialista, afinal não é fácil abrir mão de prazeres momentâneos para usufruir no futuro. Investir errado e colocar em risco este sacrifício seria injusto e cruel.

Enfim, para o sucesso de um planejamento financeiro, tanto poupar quanto investir corretamente são fundamentais. Como tudo começa na capacidade de poupar, fala-se que poupar é mais importante do que investir, pois, sem poupança, não há investimentos, muito menos conquista de sonhos, segurança e tranquilidade.

Cenário Semanal (11/03/13)



BOLSA  
O Ibovespa testou no início da semana passada o patamar de resistência nos 56.000 pontos. O anúncio de reajuste no preço do diesel e a parceria da empresa OGX com o BTG Pactual ajudaram na reversão do Ibovespa que encerrou a semana com uma valorização de 2,7%, a melhor do ano até agora. As medidas anunciadas pelo governo no final da sexta-feira, desonerando a cesta básica, devem contribuir para que alguns setores melhorem suas margens, porém o Índice como um todo não deve ser positivamente afetado. À medida que o 1º trimestre caminha para o final as expectativas do mercado devem se concentrar no resultado das principais empresas e na comparação com o PIB do trimestre equivalente em 2012.
CÂMBIO
As projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 seguem em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa Focus. Quatro semanas antes, estava em R$ 2,03 e pelo comportamento do câmbio na semana passada testando 1,95 um novo piso pode ser formado. Para o fim de 2014, a mediana subiu de R$ 2,05 para R$ 2,06. Para 2014, a projeção passou de R$ 2,04 para R$ 2,05. Há um mês, a pesquisa Focus apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,02 neste ano e R$ 2,05 no próximo.
JUROS
A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2013 subiu de 7,25% para 8,00% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,25% ao ano há 11 semanas. A projeção para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 16 e 17 de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade. Já a projeção para Selic média em 2013 subiu de 7,25% para 7,39% ao ano. Para 2014, a estimativa passou de 8,30% para 8,38% ao ano, ante 8,23% há quatro semanas. As medidas de desoneração da cesta básica devem servir de ferramenta adicional para conter o IPCA nos próximos meses.
PIB
A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 avançou de 3,09% para 3,10%, na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão caiu de 3,65% para 3,50%. A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 subiu de 2,86% para 3,00%. Para 2014, os economistas preveem avanço industrial de 3,75%. Em fevereiro a pesquisa apontava estimativa de expansão de 3,10% para 2013 e de 3,70% em 2014 para o setor.
INFLAÇÃO
A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 subiu pela segunda semana seguida, de 5,70% para 5,82%, de acordo com a pesquisa Focus. Para 2014, a projeção segue em 5,50% há 17 semanas. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,62% para 5,51%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,49%. A mediana das estimativas para o IPCA em março de 2013 subiu de 0,43% para 0,45%, acima do 0,40% previsto há um mês. Para abril de 2013, passou de 0,51% para 0,50%.
GRÉCIA
A contração do Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia no 4º trimestre de 2012, em comparação com o mesmo período de 2011, foi revisada para -5,7%, do cálculo de -6,0% anunciado anteriormente, de acordo com informações da agência nacional de estatísticas da Grécia. Os gastos com consumo no país caíram 9,0% na comparação anual, enquanto a formação de capital fixo bruta diminuiu 10,3%. O déficit comercial grego recuou 17,5%, contribuindo positivamente para a revisão no PIB do país. Estes dados reforçam a expectativa de que o país não precisará de desconto adicional sobre a dívida como se imaginava meses atrás.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Banco é lugar de investir dinheiro?


A pergunta que usei como título deste artigo provavelmente será feita com frequência cada vez maior daqui para frente. Estamos “apenas” no início de 2013. E 2013 é o primeiro ano após o evento que, na minha visão, representou a morte e o renascimento do mercado financeiro brasileiro: a mudança nas regras da Caderneta de Poupança em três de maio de 2012.

No exato momento em que escrevo este artigo, ainda se especula muito se os juros vão ou não subir. Ainda que subam, uma coisa não muda: agora não temos mais uma opção de investimento com uma rentabilidade “garantida”, como era o caso da antiga poupança com seu 0,5% ao mês. Os efeitos práticos dessa mudança não foram tão profundos e poderão até ser anulados caso os juros subam, mas o investidor brasileiro “médio” não mais poderá fazer seus planos de longo prazo contando com a certeza de que “pelo menos meio por cento ao mês está garantido”.

A tendência dos juros brasileiros, no longo prazo, ainda é de baixa. Tudo bem, temos a inflação “assustando” e outros fatores que podem impactar as coisas no curto prazo, mas ainda estamos muito descolados dos juros que são praticados no resto do mundo. Em economias desenvolvidas, como EUA, Europa e Japão, as taxas básicas oscilam entre zero e um por cento AO ANO. Algumas economias latino-americanas mais estáveis, como Chile, Peru, Colômbia e México, têm taxas básicas (equivalentes à nossa Selic) entre 4% e 5% ao ano. Observem como ainda estamos bastante acima do que se pratica mundo afora (estamos com 7,25% no momento).

O que podemos aprender observando essas economias mais desenvolvidas é que, em cenários de juros baixos, a vida do investidor fica bastante complicada. Os retornos caem, a volatilidade aumenta  (e o risco também) e o mercado, como um todo, fica muito mais complexo. Em 2002, quando a taxa Selic era de 25% ao ano, bastava ir a qualquer banco e investir em qualquer coisa recomendada pelo gerente que, como num passe de mágica, estávamos ganhando dinheiro. O retorno da taxa era tão alto que sequer sentíamos o efeito dos custos administrativos, dos impostos e da inflação.

Agora é diferente. O dinheiro já não vem tão facilmente e o cliente de banco (em particular aquele de nível socioeconômico mais alto e mais bem informado) já começa a ficar um pouco desconfiado e a fazer questionamentos que antes ele não fazia. Aqui no Brasil, muitos investimentos mais “simples”, que sempre foram populares, já estão rendendo abaixo da inflação (como a poupança e alguns fundos). Não devemos ficar surpresos com isso, basta ver o que acontece lá fora. Nos EUA, por exemplo, um CDB (que lá eles chamam apenas de “CD”) com cinco anos de duração, emitido por um banco de primeira linha, paga menos que 1% ao ano em média. Considerando que a inflação atual deles está em 1,6% ao ano, não é um cenário muito animador, não é mesmo?

Fora do Brasil, em particular nas economias mais desenvolvidas, ir ao banco para investir dinheiro soa como ir à sorveteria para comprar uma pizza. Talvez eles até vendam pizzas na sorveteria, mas não é o “lugar certo” para fazer isso. Quem vai ao banco, nesses lugares, vai em busca de crédito e de serviços bancários ou, no máximo, em busca de investimentos líquidos e de curto prazo para aquela famosa “reserva de emergência”, como as savings accounts (que podemos comparar grosseiramente à nossa caderneta de poupança).

Quem quer investir dinheiro “seriamente” acaba procurando uma empresa de gestão de recursos ou uma corretora de investimentos. É raro recorrer aos bancos, mas isso não significa que eles tenham desistido do mercado. Lá, como aqui, grandes bancos oferecem “consultorias de investimentos” e outras iniciativas para tentar promover seus produtos, mas o cliente mais bem informado e mais educado financeiramente não cede a esses apelos tão facilmente.

E aqui no Brasil, será que vai ser assim no futuro? Difícil saber, mas a história econômica brasileira mostra que nossos bancos (pelo menos os de grande porte) são bastante resilientes. Eles se adaptaram à era da hiperinflação, se adaptaram à subsequente era da inflação baixa, se adaptaram à era dos juros baixos (ou “menos altos”, se preferirem), então é razoável apostar que eles vão conseguir se adaptar a mais essa mudança, até porque, apesar dos pesares, alguns bancos brasileiros são bastante competentes na gestão de recursos de clientes.

Enfim, banco é lugar de investir dinheiro? Se você perguntar a um habitante de algum país do hemisfério norte minimamente esclarecido sobre assuntos financeiros, muito provavelmente a resposta será um sonoro “não”. Lá fora, as instituições que trabalham exclusivamente com investimentos não dão moleza para os bancos comerciais.

E aqui, como vai ser no futuro? Será que nossos “bancões” vão assimilar mais essa pancada e prevalecerão no mercado? Esse é um embate que os investidores deverão acompanhar com muita atenção nos próximos anos e será um importante capítulo da formação do novo mercado financeiro brasileiro, que está apenas começando.

André Massaro

quinta-feira, 7 de março de 2013

Copom: mais duro, mas não por enquanto


O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) manteve a taxa de juros básica (Selic) em 7,25% ao ano. A decisão foi unânime e em linha com as expectativas de mercado e nossa visão.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom retirou a indicação que deve manter a taxa Selic estável por um período de tempo “suficientemente prolongado” como vinha fazendo nos últimos comunicados:

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.”

Em nossa visão, a mudança no comunicado está em linha com as últimas declarações de membros do Copom, e visa ganhar flexibilidade para uma eventual elevação da taxa de juros se o cenário assim demandar.

O padrão da linguagem usada no comunicado hoje (“acompanhar a evolução do cenário”) indica que o Copom considera elevar os juros nos próximos meses. No entanto, não é forte o suficiente para sinalizar uma alta já na próxima reunião, em abril.

Em nossa avaliação, a estratégia do Copom é de ganhar flexibilidade para observar a evolução da inflação corrente, antes de decidir se irá de fato implementar o aperto monetário.

Desta forma, uma alta de juros nos próximos meses é possível, mas não certa. Por ora, mantemos nossa projeção de Selic estável nos patamares atuais até o final de 2013. Mas consideramos possível um ciclo de elevação da Selic curto (em torno de 1 p.p., a passos de 0,25 p.p. por reunião), a partir de maio.

Os três valores da gestão de recursos


Em qualquer atividade, a adoção de valores que possam ser seguidos com coerência aumenta as chances de sucesso. Na administração de investimentos e também na gestão de patrimônio em geral, alguns valores representam mais do que atitudes: ser aberto a novas tendências, estar conectado às oportunidades e ser confiável são essenciais para a realização de quaisquer objetivos.

Ser aberto ou estar aberto a novas tendências, novas formas de se fazer negócios, é fundamental para que qualquer investidor, grande ou pequeno, não perca o bonde da história. Ser aberto também significa ser flexível quando identificar a necessidade de mudança. Um exemplo? Uma das principais tendências atuais é o rendimento quase nulo, por vezes até negativo, das aplicações tradicionais quando descontada a inflação. Investidores que insistirem em concentrar todos os seus recursos nessas alternativas arriscam-se a deteriorar o poder de compra de seus patrimônios ao longo dos anos.

Felizmente, no mesmo sentido, temos outra tendência importante: as reduções dos custos de financiamento, em particular dos financiamentos imobiliários. Considerando principalmente os prazos associados, nem sempre a recomendação tradicional de usar seus recursos investidos para quitar a maior parcela possível do financiamento é a melhor alternativa.

Ainda no tema imobiliário, há uma forma não tão nova, mas ainda pouco utilizada de se fazer negócio: as alienações fiduciárias. Para quem não precisa de financiamento imobiliário, mas pretende trocar de imóvel sem ter que casar a compra do novo com a venda do atual, essa modalidade de financiamento pode apresentar vantagens: dependendo das circunstâncias, pode proporcionar acesso a prazos e valores mais elevados, com taxas muito inferiores aos empréstimos sem garantia.

Continuando, além de ser aberto, é preciso que o investidor esteja conectado. Não estamos nos referindo a estar conectado no sentido tecnológico muito utilizado atualmente. Trata-se de estar atento às oportunidades que aparecerão. Entre os exemplos de oportunidades nos temas de investimentos destacam-se as alternativas nos mercados internacionais e nos fundos imobiliários. O mercado acionário norte-americano atualmente está muito mais sólido do que os mercados emergentes, inclusive o Brasil. Já existem condições de brasileiros investirem no exterior de forma simples através de fundos locais. Os fundos imobiliários, por sua vez, representam alternativas que proporcionam maior facilidade, liquidez e flexibilidade em relação aos tradicionais investimentos imobiliários.

Dos três valores, ser confiável é talvez o que exija a maior atenção por parte do investidor. É preciso ter confiança em si mesmo. Suas decisões, quando bem ponderadas, são as melhores possíveis a serem tomadas. Isso não quer dizer que todas elas resultarão em acertos. É aí que reside a maior parte dos problemas. Investidores relutam em se desfazer de alternativas que, por um motivo ou outro, não vão gerar os resultados esperados. Não estamos insinuando que seja recomendável desfazer-se de qualquer investimento negativo. O fundamental é sempre ter flexibilidade, racionalidade e humildade para reconhecer que não deu certo. Outro aspecto importante sobre confiabilidade é conhecer-se bem a ponto de avaliar onde estão suas forças. Você é inovador ou mais tradicional? Está com a cabeça sempre lá na frente ou é mais pragmático? Na hora de investir, não entre em conflito com si mesmo: como você vai aplicar em uma empresa de perfil inovador, com abordagem futurista, se nem mesmo acredita em seus produtos ou serviços?

Finalmente, confiável também deve ser o valor que você aplica aos seus parceiros de negócio. Não apenas do ponto de vista da honestidade, mas no sentido de acreditar que o consultor financeiro, gerente ou corretor está fazendo o melhor e mais adequado por você.

Aberto, conectado e confiável: três valores simples, mas muito fortes e coerentes. Juntos, como fontes de inspiração em suas decisões, eles podem se tornar excelentes aliados e aumentar suas chances de sucesso nos investimentos.