quinta-feira, 7 de março de 2013

Copom: mais duro, mas não por enquanto


O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) manteve a taxa de juros básica (Selic) em 7,25% ao ano. A decisão foi unânime e em linha com as expectativas de mercado e nossa visão.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom retirou a indicação que deve manter a taxa Selic estável por um período de tempo “suficientemente prolongado” como vinha fazendo nos últimos comunicados:

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.”

Em nossa visão, a mudança no comunicado está em linha com as últimas declarações de membros do Copom, e visa ganhar flexibilidade para uma eventual elevação da taxa de juros se o cenário assim demandar.

O padrão da linguagem usada no comunicado hoje (“acompanhar a evolução do cenário”) indica que o Copom considera elevar os juros nos próximos meses. No entanto, não é forte o suficiente para sinalizar uma alta já na próxima reunião, em abril.

Em nossa avaliação, a estratégia do Copom é de ganhar flexibilidade para observar a evolução da inflação corrente, antes de decidir se irá de fato implementar o aperto monetário.

Desta forma, uma alta de juros nos próximos meses é possível, mas não certa. Por ora, mantemos nossa projeção de Selic estável nos patamares atuais até o final de 2013. Mas consideramos possível um ciclo de elevação da Selic curto (em torno de 1 p.p., a passos de 0,25 p.p. por reunião), a partir de maio.

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